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Opinião

Espiritismo midi�tico

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Atualmente, o espiritismo está em alta. Com a ajuda da indústria midiática, os princípios dessa crença estão sendo difundidos, e com certeza, ganhando mais adeptos. O cinema investiu nos filmes Bezerra de Menezes e Chico Xavier, lançados recentemente e que se tornaram vias de difusão da crença. A indústria televisiva está concentrada na novela ]Escrito nas Estrelas. Sua autora, Elizabeth Jhin, disse que ?o enredo se enquadra em uma temática espiritualista, sendo o mais adequado em relação à definição espírita, pois trata do tema sem mencionar diretamente nenhum credo?. A afirmação parece ingênua, contudo, mais ingênuo é acreditar nela. É claro que se trata de uma forma de expandir o espiritismo! E a nossa região Nordeste é a que mais tem sido afetada, basta constatar que as capitais brasileiras em que a novela desenvolveu as melhores médias de audiência, desde a sua estréia, são Recife e Salvador. E ainda não para por aí. A Rede Globo ainda proporá como atração para os brasileiros o seriado A Cura, previsto para estrear em Agosto, mostrando um jovem médico ao qual descobre que tem o dom de fazer cirurgias espirituais e vive o dilema de assumir ou não este ?poder?. Com essa ajuda nada espiritual, parece que estamos vivendo o ano ?do espiritismo?. Engraçado, não vejo as grandes redes televisivas, ou os diversos veículos midiáticos, procurarem difundir o cristianismo, por exemplo. Quando se trata da Igreja Católica, a imagem exposta é sempre reificada, alienada, deturpada. É necessário então parar para refletir sobre a intenção proposta atualmente por esses meios de comunicação. Sabemos o poder que a indústria cultural possui, e o quanto as pessoas são por ela influenciadas. Vejo diversas destas basearem suas opiniões naquilo que ?foi visto? ou ?ouvido?, sem se preocuparem com a cientificidade dos fatos. Talvez fosse o momento mais propício para se difundir uma leitura crítica da comunicação, tão forte nos anos 80 do século passado. Parece que somente a Igreja se propõe a realizar este desafio. O fato é que precisamos despertar para a intenção atual de determinadas mídias. Ser influenciado ou não por ela depende de cada um. Neutralidade? Reflita. (*) É seminarista e jornalista ([email protected]).

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