Polícia
PF prende acusado de pedofilia em AL
O engenheiro de 32 anos que utilizava aplicativo de informática para copiar arquivos de pornografia infantil ou adulta de qualquer ponto do planeta não imaginava que a Polícia Federal alemã seria capaz de identificá-lo numa residência do bairro do Feitosa, em Maceió. Ontem pela manhã, o acusado de armazenar 19 vídeos com ?cenas estarrecedoras envolvendo inclusive crianças e adolescentes? foi surpreendido pela ?visita? do delegado da Polícia Federal Políbio Rocha, que cumpria mandado de busca e prisão expedido pelo juiz André Granja, da 1ª Vara da Justiça Federal. O profissional foi um dos 21 suspeitos de praticar crimes de abuso sexual e pedofilia na internet presos ontem durante a Operação Tapete Persa, deflagrada pela Polícia Federal em 54 cidades de nove estados brasileiros, inclusive Alagoas. A investigação durou mais de quatro meses e envolveu 400 agentes. Os investigadores localizaram os acusados no Brasil com base nos IPs dos computadores, repassados à PF por autoridades da Alemanha. No total, 21 foram presos em nove Estados | FOLHA ONLINE A operação contra a exploração, abuso sexual e pedofilia na internet ? realizada em nove Estados ? prendeu 21 pessoas em flagrante até a noite de ontem. Segundo a Polícia Federal, o balanço é parcial e o número de prisões pode aumentar. Mais de 400 policiais federais participaram da operação para cumprir 81 mandados de busca e apreensão. Dos 21 presos ? entre eles um adolescente e idosos ?, 13 são do Estado de São Paulo, dois do Paraná, um do Rio, dois do Distrito Federal, um de Alagoas, um de Goiás e um do Espírito Santo. Segundo a PF, a operação Tapete Persa bateu o recorde em número de prisões em casos de pedofilia. No ano passado, a operação chamada Turco prendeu 11 pessoas e, em 2008, a operação Carrossel teve cinco prisões.