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Major indiciado afirma estar com medo de morrer

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Depois de denunciar esquema de desvio de donativos, que seriam enviados às vítimas da enchente, o major Roberto Estevam dos Santos perdeu a paz. Vive de colete à prova de bala, com medo de morrer e, agora, depois que recebeu a informação de que estaria indiciado por vários crimes, dentre eles peculato, sabe que alguns de seus colegas de farda não digeriram muito bem o que ele fez. O militar nega qualquer ato criminoso e diz que jamais teria coragem de furtar o que chegava para as famílias que perderam tudo durante as chuvas. ?Inventaram isso. Jamais faria isso. Trabalhei durante a enchente de 89?. Na última quarta-feira, o major Estevam soube que foi indiciado e, segundo ele, não teve sequer a chance de se defender. Foi simplesmente comunicado por seu superior que estava sendo citado no esquema criminoso de roubo de doações. Coronel diz que militar cometeu 3 crimes | FÁTIMA ALMEIDA - Repórter Dois pesos, duas medidas. É assim que estão sendo vistos os resultados dos inquéritos instaurados nas polícias Civil e Militar para apurar as questões relacionadas à denúncia de desvio de donativos destinados ao desabrigados das chuvas, no Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), envolvendo membros da corporação. Na contramão do inquérito civil, que concluiu pelo indiciamento e denúncia do coronel Josivaldo Feliciano, do tenente Ederaldo dos Santos Gomes e do capitão Renivaldo de Lima Barbosa, denunciados pelos crimes de peculato e prevaricação, o Inquérito Policial Militar (IPM) livrou o coronel e o tenente. Dos três indiciados pela Polícia Civil e denunciados pelo Ministério Público Estadual, apenas o major Renivaldo foi indiciado no IPM, pelo crime de peculato.

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