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Tr�fico leva medo a bairros de Macei�

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Morar nos bairros de Bebedouro, Chã de Bebedouro e Chã da Jaqueira é sinônimo de medo. As áreas ? historicamente lembradas por manifestações culturais ? agora ocupam as páginas policiais. A violência, em sua maioria imposta pelo tráfico, mudou os hábitos do moradores e expôs a fragilidade da segurança. Interligados por morros como o Alto do Céu, que se estende por uma faixa de 20 km, os três bairros somaram, juntos, 20 homicídios, de janeiro a julho deste ano. Formado por um amontoado desordenado de casas, esses bairros se interligam por vielas, becos e grotas, impossibilitando muitas vezes o monitoramento por parte da segurança pública. Em Bebedouro, por exemplo, os moradores vivem com medo. Durante a noite, a presença de jovens com agasalhos encapuzados é um sinal de que o ?movimento?? como é identificado o tráfico ? corre solto. Davino contesta ligação com drogas O delegado Robervaldo Davino, titular da Delegacia do 4º Distrito Policial, responsável pela cobertura da região, admite a gravidade das ocorrências, mas contesta que todas tenham ligação com o tráfico. ?De um tempo para cá, mesmo antes da investigação ser feita, se passou a criminalizar a vítima, que depois de morta não pode se defender. O que há é a presença de muita arma, mas nem sempre as ocorrências podem ser atribuídas ao tráfico?, disse Davino. Recentemente, na Rua do Buraco, localizada no Conjunto Bruno Ferrari, em Bebedouro, a execução do casal Paulo Célio Nunes dos Santos, 38, e sua esposa, Maria Andréia dos Santos, 35, acabou sendo atribuída a ligações do filho com o tráfico. PM implanta bases móveis na região Estatísticas apontam que nos sete primeiros meses do ano, Chã da Jaqueira registrou onze mortes. A Polícia Militar tenta reagir ao alto número de ocorrências e instalou um posto móvel na região. O comandante do 4º Batalhão, Cícero José da Silva, responsável pelo policiamento da área, confirmou que já atua para tentar conter a violência. ?Estamos preocupados com isso, tanto que não medimos esforços para trabalhar. Contamos, inclusive, com o apoio do Batalhão de Operações Especiais e da Radiopatrulha?, explicou o militar. Pela proposta, as bases móveis devem ir se deslocando para os bairros próximos, assim que a violência onde estão situadas caia para índices satisfatórios. Conforme explicou o comandante do Policiamento da Capital, coronel Mário da Hora, o foco do combate é o tráfico. ?Acreditamos que combatendo o tráfico, naturalmente conseguiremos enfraquecer o comércio e reduziremos os homicídios?, ressalta. |MR

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