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Fam�lia denuncia assassinato em pris�o

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A morte do detento Manoel Messias Bezerra da Silva, 34, dentro do Presídio Baldomero Cavalcanti, está muito mal explicada. O representante dos presos disse que ele estava jogando futebol no pátio, caiu quando se abaixou para pegar a bola e começou a passar mal. Chegou morto ao Hospital Geral do Estado (HGE), no domingo pela manhã. Já a família desconfia que Manoel foi assassinado, alegando que viu manchas roxas no pescoço, no peito e nos braços dele. A direção do Baldomero disse que nenhum agente penitenciário ou funcionário viu o incidente, porque o futebol aconteceu no pátio interno do módulo que abrigava o preso. Pelas normas do presídio, só o representante dos presos pode falar por eles. O nome deste representante não foi revelado. A Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp) determinou abertura de sindicância para investigar o caso. Corpo só chegou ao IML 24h depois Em meio ao drama da perda do irmão, a desconfiança sobre a causa da morte e a ansiedade para enterrá-lo, os irmãos ainda assistiram a discussões entre médicos do SVO, do HGE, assistentes sociais e psicólogos. ?Ficaram batendo boca na frente da gente. É uma desorganização, uma falta de respeito?, critica Claudevan. Cerca de 24 horas após a morte, o cadáver finalmente chegou ao IML, por volta das 9h30 de ontem. ?Antes eles tinham dito que o corpo não poderia ser levado em carro de funerária, mas foi um veículo particular que o levou para o IML?, acrescenta Claudevan. Os irmãos também não acreditam que Manoel possa ter sido vítima de um mal súbito ou de um ataque cardíaco. ?Ele era muito jovem, tinha 34 anos e sempre foi atleta, corria muito, jogava futebol, praticava atividades físicas e nunca reclamou de problemas do coração?, comenta Carlos.

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