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Armas ilegais “pipocam” em Macei�

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Tiros, gritos, sangue e choro. A rotina violenta das periferias e áreas nobres da capital, além de demonstrar o descontrole do aparelho de segurança, revela uma triste realidade: as armas ilegais proliferam na capital. A sofisticação da criminalidade é tanta que hoje é possível locar uma pistola ou revólver para executar alguém e assaltar outros tantos. Somente em 2009 foram apreendidas 804 armas, destas, 362 foram apreendidas na capital. Os levantamentos deste ano indicam que a soma final passe de mil, isso porque nos dois primeiros meses foram retiradas das ruas 193 armas de fogo. O detalhamento até o mês passado não foi fornecido pela Polícia Militar (PM) à Gazeta, nem consta das estatísticas oficiais do site da Secretaria de Defesa Social (SDS). Tráfico e contrabando são mistérios Indagado sobre alguma investigação envolvendo o tráfico e o contrabando de armas, o delegado da Polícia Federal (PF), Antônio Miguel, não adiantou nada. Disse apenas que a instituição está sempre atenta aos fatos e que reconhece que o assunto é um ?mistério? em Alagoas. O fato é que aqui não se fabrica armas para justificar a incidência tão alta de apreensão pela PM. Contando com uma estrutura mínima de trabalho, onde não dispõe de uma equipe, mas sim de uma assistente de trabalho, ele deu sinais claros de que, atualmente, vive ?mergulhado? na burocracia de suas atribuições. Bandidos faturam alugando armamento Mas o que mais lhe impressiona é que o crime tem se sofisticado de modo audacioso. ?Recentemente prendemos uma pessoa que possuía quatro armas. Em meio ao depoimento, ele revelou que as locava. Tem até um preço diferenciado, dependendo do calibre?, contou o delegado Paulo Cerqueira. O preso estava com uma pistola 765 e três pistolas 380. A primeira era locada por R$ 500,00, enquanto as de menor calibre saíam por R$ 100,00 cada. As investigações sobre o caso e a utilização dos armamentos em crimes continua. Por quanto, o dono das armas só está enquadrado no Estatuto do Desarmamento e, mesmo diante da quantidade de armas que possuía, isso não irá aumentar sua pena, caso seja condenado. É esse detalhe da lei que na avaliação de Cerqueira faz muita gente se arriscar. ?Como a pena é pequena, de 1 a 3 anos, e o próprio delegado pode arbitrar fiança, muita gente se arrisca. Acredito na necessidade de se aumentar a pena?, defendeu o titular da Delegacia Especial de Investigação e Captura (Deic). Lei continua causando polêmica | VÂNIA ALVES - Agência Câmara A Câmara dos Deputados analisa 58 propostas de alteração no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003), das quais 24 ampliam a lista de categorias profissionais que podem portar armas de fogo. Por outro lado, defensores do desarmamento querem ampliar as restrições para o porte de arma. Desde 2003, vem caindo o número de mortes provocadas por armas de fogo no País, conforme estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo esse estudo, que utilizou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, houve 39.325 mortes causadas por armas de fogo em 2003. Desde então o número vem sendo reduzido (exceto em 2006), chegando a 35.076 em 2007 ? redução de 10,8%.

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