Polícia
Policial � executado a tiros de pistola em bar de Flexeiras
Flexeiras ? Petrúcio de Santana, 53 anos, era uma unanimidade entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Todos o classificavam como um policial civil exemplar, dedicado e honesto. O seu caráter foi sepultado, ontem à tarde, junto com ele. Sobre a terra, porém, ficaram o exemplo profissional, a saudade e a revolta. ?Pel?, como era conhecido, foi executado a tiros de pistola de vários calibres, na noite de domingo, 5, na calçada do Bar e Restaurante do Adriano, Centro de Flexeiras, município estigmatizado por crimes de motivação política. Para o delegado regional, Antônio Nunes Cabral, esta é uma das linhas de investigação. Ele salientou, entretanto, que o assassinato pode estar relacionado ao exercício da profissão. Pel estaria incomodando criminosos. ?Petrúcio era um policial atuante, mas também tinha atividade política, inclusive recebeu ameaças de morte no passado. Não podemos descartar nada?, disse o delegado regional, que conduzirá o inquérito. Primos são mortos no Beco da Morte | MAURÍCIO GONÇALVES - Repórter Dívida de droga se paga com a vida. Pela lei do tráfico, quem dá calote deve morrer. E se fugir, alguém morre no lugar do viciado. O adolescente José Cícero do Espírito Santo, 15 anos, e o primo dele, Vanderson do Espírito Santo, 18, foram executados no lugar de outro primo, Jackson da Silva, que deve R$ 450 aos traficantes e se escondeu no interior do Estado. Este é o 23º caso de duplo assassinato só este ano em Alagoas. Também foram registradas cinco ocorrências de triplo homicídio e uma chacina com quatro vítimas em 2010. Os pistoleiros do tráfico não perdem viagem quando saem para matar. Os dois executores foram até a porta da casa onde estavam os primos, num lugar conhecido pelo sinistro nome de Beco da Morte, numa grota próximo ao conjunto Selma Bandeira, no Benedito Bentes, por volta das 19h30 de domingo.