Polícia
Greve de policiais civis fecha delegacias e pode atingir IML
Conforme avaliação do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), no seu primeiro dia de greve, iniciada ontem em todo o Estado, a paralisação atinge praticamente todas as delegacias de polícia. A princípio apenas ocorre o fechamento das delegacias. No entanto, se o governo do Estado não chamar a categoria para negociar serão fechados o Instituto Médico Legal Estácio de Lima, posto de combustível e Instituto de Identificação. A declaração é de Carlos Jorge, recém-eleito presidente do Sindicato. Carlos Jorge relata que os policiais querem 38% de aumento, o mesmo índice dos delegados e procuradores. O governador Ronaldo Lessa deveria ter apresentado uma proposta na quarta-feira mas não cumpriu o acordo, o que efetivamente provocou a decisão da categoria. Os policiais civis também querem a implantação do adicional noturno para toda a categoria. Com relação ao adicional noturno, o sindicato cobra o aumento do número de horas, que foi limitado pela Secretaria de Defesa Social em 30 mil horas. ?Sua excelência, o governador Ronaldo Lessa, fala que a categoria é intransigente quando isto não é verdade. A classe luta pelos seus direitos que devem ser negociados com o chefe do Executivo estadual. Como ele não assume seus compromissos, é evidente que as mobilizações saem do sindicato para as ruas?, explica Carlos Jorge. Os policiais só estão efetuando prisão em flagrante porque assim determina o Código Penal Brasileiro. A afirmação é do comando de greve que analisa a questão. Sindpol aguarda negociação e ameaça radicalizar movimento Carlos Jorge alerta que o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas aguarda que o governador Ronaldo Lessa, através de sua assessoria, chame a categoria para negociar a questão em pauta. ?Temos pressa e necessidade de dar uma satisfação à categoria. Mas isto só será possível se sua excelência negociar com o Sindpol e atender a suas reivindicações. Caso contrário, partiremos para a radicalização?, alerta Carlos Jorge. A radicalização, segundo o recém-presidente eleito da categoria, é fechar o Instituto Médico Legal Estácio de Lima (Maceió e Arapiraca), posto de combustível e o Instituto de Identificação. Carlos Jorge relata que radicalizar será a última alternativa a ser tomada porque a meta é ir à mesa e buscar uma solução que possa atender ambas as partes. Segundo ele, no primeiro dia de greve muita gente deixou de receber os serviços da Polícia Civil. O líder dos policiais civis disse que se o governo do Estado, através da Secretaria de Defesa Social, iniciar um processo de perseguição contra os policiais, providências sérias serão adotadas pela categoria. ?Ninguém quer que o caos atinja Alagoas porque é a sociedade a mais prejudicada. A Polícia Civil como todo o servidor estadual quer ver seus direitos respeitados. E se não ocorrer greve o trabalhador continuará sendo alvo de exploração?, ressalta Carlos Jorge. No primeiro dia de paralisação, segundo ainda o comando de greve, várias viaturas não foram retiradas das delegacias por recomendação do sindicato. Também não existe registro de conflito entre policiais militares e civis. Os delegados não estão obrigando seus subordinados a cumprir tarefas nas delegacias de Polícia Civil.