Polícia
Pol�cia prende cinco suspeitos de chacina
A polícia acredita que integrantes de uma milícia comandada por policiais militares mataram os quatro garotos da chacina do Benedito Bentes, na sexta-feira, 13 de agosto passado. Pressionado por comerciantes e moradores de condomínios fechados que pagam mensalmente por segurança informal, o grupo paramilitar clandestino teria decidido fazer uma demonstração de força por causa do avanço dos casos de assaltos na região. Dois PMs e três seguranças foram presos ontem como suspeitos: o capitão Paulo Eugênio Freitas Santos, 44, o cabo Cícero Nascimento, e os vigilantes Jaime José de Lima, 33, Leonardo Francisco da Silva, 24, e Eliberto Marcelino Gomes, 28. Uma força-tarefa com policiais da Delegacia de Homicídios, Operação Asfixia, Secretaria de Defesa Social e direção da Polícia Civil foi montada para cumprir os nove mandados de busca e apreensão e os quatro mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal. Milícia desejava ?mostrar serviço? O próximo passo da polícia é descobrir quem deu a ordem para a chacina dos Silva. Moradores de residenciais de alto padrão, como o condomínio Monte Verde e o loteamento Vale Verde, já foram ouvidos no inquérito que apura os quatro assassinatos. Não só eles, como comerciantes e residentes do Benedito Bentes estavam revoltados com a crescente onda de assaltos na região, principalmente após a chegada de ?incômodos? vizinhos no conjunto Cidade Sorriso. Na semana que antecedeu ao crime, segundo testemunhas do caso, as pessoas que pagavam a taxa dos grupos de segurança cobravam uma solução. Novos casos se sucediam, dia após dia. Na véspera da chacina, bandidos ?tiveram o desplante? de entrar no Loteamento Vale Verde para assaltar uma mulher. Para os pagantes, o condomínio fechado deveria ser um território intransponível. Irmão de capitão preso acusa líder comunitário da região O comandante do 5º Batalhão da PM, sediado no Benedito Bentes, tenente-coronel Dorgival Ferreira, também foi à Central de Polícia para colaborar com as investigações, mas não quis dar entrevista. O oficial preso destacava no 5º BPM e foi transferido recentemente para o 2º Batalhão, em União dos Palmares. Segundo o delegado Maurício Duarte, ele não ofereceu resistência à prisão e se mostrou indignado com o que considerou uma injustiça. O irmão dele, o policial civil Maurício Freitas, diz que a polícia está sendo induzida ao erro por interesses políticos e que o militar é alvo de perseguição por causa de sua atuação no combate ao crime. ?O Movpaz atua pela segurança na região, é um grupo de pessoas que ajuda a comunidade. Matar o povo? Isso não?.