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Viol�ncia n�o deixa servi�os chegarem a comunidades

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Um agente de saúde sob a mira de uma espingarda calibre 12, um carteiro com o cano frio de um 38 encostado na cabeça e um motorista e um cobrador reféns de traficantes e bandidos. As cenas viraram rotina no dia a dia de alguns bairros. A violência transformou pontos da cidade em ?terra sem lei?, onde prestadores de serviços básicos às comunidades estão impedidos de trabalhar. Os assaltos são constantes, assim como as ameaças e agressões. Os profissionais estão assustados. Entre eles também estão funcionários públicos, como professores e trabalhadores de escolas. Nas chamadas zonas de risco, os carteiros suspenderam a entrega semanal de correspondências. Depois de vários assaltos, faturas e encomendas são entregues agora aos sábados, quando um grupo de carteiros se reúne para fazer o serviço. Nesses locais, os agentes de saúde são orientados a andar em grupos de cinco, numa tentativa de inibir a ação de assaltantes. No bolso carregam apenas um trocado para o lanche, R$ 2 no máximo. Celulares e carteira, nem pensar. Correspondência só é entregue em grupo Para os carteiros, os bairros da Pitanguinha e do Vergel do Lago são as ?áreas do terror?. Para se ter uma noção do problema, basta dizer que a entrega de correspondências desses dois bairros foi suspensa durante a semana. O trabalho é feito somente aos sábados, em regime de mutirão. A medida de colocar os carteiros em grupos para fazer entrega busca inibir os assaltantes. ?A população está prejudicada por causa da falta de segurança nesses locais. No meio da semana o serviço não é feito, a entrega de correspondência atrasa e muita gente termina pagando multa?, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos (Sindect), José Balbino dos Santos. Segundo ele, o sindicato já formalizou denúncias na Polícia Militar (PM), assim como na Polícia Federal (PF), mas nenhuma medida foi tomada. Rodoviários também são atacados Écio Ângelo Marques, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Alagoas, diz que a categoria pode paralisar os ônibus naquela região caso não sejam tomadas providências. ?Ninguém paga passagem naqueles conjuntos. E se um cobrador ou motorista se meter a reclamar, pode até morrer?, denuncia Écio. Segundo ele, uma reunião deve ser marcada na próxima semana, com o Ministério Público Estadual (MPE), para discutir o assunto. Na última sexta-feira, os rodoviários se reuniram com o Comando de Policiamento da Capital (CPC). Segundo Écio Ângelo, o comandante do CPC, tenente-coronel Gilmar Batinga, falou da possibilidade de decretar ?toque de recolher? na região do Benedito Bentes. A Gazeta tentou falar com o comandante do CPC, na manhã da última sexta-feira, mas ele estava em reunião.

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