Polícia
Suspeitos tinham parceria com Pronasci
Entidades e empresas apontadas pela polícia como suspeitas na chacina do Benedito Bentes mantinham parceria com o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). Uma delas, o Instituto Propaz, recebeu elogios oficiais da Polícia Militar (PM), da Justiça e obteve autorização da Secretaria de Defesa Social (SDS) para utilizar duas viaturas, equipamentos e a sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O aparato da segurança pública foi emprestado para a produção de um filme que incita a violência, através de uma milícia chamada Força Delta. O diretor e ator principal do curta metragem, o segurança Leonardo Francisco da Silva, está preso, sob suspeita de participar de uma milícia na vida real. Para a polícia, o chefe deste grupo paramilitar pode ser o capitão PM Paulo Eugênio Freitas Santos, mandatário do Propaz. Delegacia de Homicídios intensifica investigação Os policiais da Delegacia de Homicídios intensificaram as diligências ontem para checar os dados passados pelos acusados nos depoimentos e verificar os álibis apresentados. ?Estamos localizando outras pessoas citadas por eles e aprofundando as investigações. Estas pessoas ouvidas vão ter que comprovar seus álibis e todas as informações que apresentaram?, resumiu o chefe de operações Luciano Pereira. A delegada de homicídios, Rebecca Cordeiro, reuniu-se ontem com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco, e outros diretores da cúpula policial para discutir as investigações e os próximos passos a ser adotados. Quatro rapazes foram executados na chacina ocorrida na sexta-feira 13, de agosto passado. São eles: Diego Henrique da Silva Galvão, 15, Bruno Mendes da Silva, 15, Lucas Barbosa da Silva, 14, e o jovem José Ricardo da Silva, 24.