Polícia
Suspeitos de matar cen�grafo t�m pris�o decretada
O juiz de Direito Léo Denisson decretou a prisão temporária (30 dias) dos três suspeitos de envolvimento no assassinato do cenógrafo Gustavo Guilherme Pontes Leite, encontrado morto, na última quarta-feira, a golpes de instrumento contundente, num canavial de Marechal Deodoro. Ronaldo dos Santos Tavares, Ronaldo dos Santos e José Antônio Neto, o ?Toni?, este último apontado como mentor da trama criminosa, foram submetidos a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal Estácio de Lima, na manhã de ontem, e recambiados para a Delegacia Regional de São Miguel dos Campos, onde ficarão à disposição da Justiça. O magistrado acatou a uma solicitação do delegado de Marechal Deodoro, Tarciso Vitorino, que preside as investigações do crime, em virtude de existirem testemunhas que afirmam ter os três acusados passado todo dia de domingo bebendo com a vítima em Piaçabuçu, distante 188 quilômetros de Maceió. ?Inclusive, eles foram vistos com Gustavo, no Bar da Vânia, localizado no centro daquela cidade, por volta de 22 horas?, informou o delegado. A prisão dos suspeitos, segundo o delegado, é imprescindível para as investigações, apesar de eles terem negado qualquer participação no crime durante os primeiros interrogatórios que ocorreram ainda em Piaçabuçu. Depoimentos Na próxima terça-feira, o delegado começa a ouvir oficialmente as testemunhas. ?Estamos tentando descobrir a que horas ele deixou a cidade e com quem. Também estamos tentando descobrir se ele bebeu em algum bar na estrada e se isto aconteceu com quem ele estava?, completou o delegado. O cenógrafo desapareceu, no último fim de semana. Seu veículo Gol, de cor branca, foi localizado pela polícia, na manhã da última terça-feira, abandonado e parcialmente depenado, no bairro do Tabuleiro do Martins. Na manhã da última quarta-feira, o corpo de Gustavo Leite foi encontrado num canavial, apresentando adiantado estado de decomposição e foi reconhecido por parentes e amigos no IML de Maceió, onde foi necropsiado. Para a polícia, ele foi seqüestrado e morto no domingo, quando retornava para Maceió. O delegado de Marechal Deodoro não acredita na versão de latrocínio.