Polícia
Reuni�o discute matan�a de sem-teto
Uma reunião, ontem à tarde, no Ministério Público Estadual, mostrou a gravidade das mortes de moradores de rua em Maceió. Inicialmente marcado para discutir a morte de Wanderson Bezerra Félix, o ?Timbalada?, que seria o 31º morador de rua assassinado em Alagoas este ano, o encontro ?cresceu? a ponto de serem chamados para participar dele o delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco, o secretário municipal de Assistência Social, Francisco Araújo, e o advogado Gilberto Irineu, da OAB/AL. ?É uma ousadia que uma testemunha seja assassinada, principalmente num momento grave como esse em que a polícia investiga e a OAB, organismos federais e imprensa cobram respostas sobre essas mortes?, disse o promotor público Alfredo Gaspar de Mendonça, referindo-se ao assassinato de Timbalada. Para o promotor, que coordena o Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), esse crime, da mesma forma que o assassinato de José Sérgio dos Santos, o ?Cotó?, está relacionado e foi praticado por ?encomenda?, ou seja, trata-se de ação de extermínio. Preso suspeito de matar morador de rua De acordo com a polícia, o Timbalada, a 31ª vítima, morto no último domingo, na Ponta Verde, testemunhou o assassinato, na mesma área, do Cotó. Este era considerado uma liderança entre os moradores de rua do entorno em que morava e trabalhava como guardador e lavador de carros. Exercia comando sobre os demais lavadores e moradores de rua, muitos dos quais foram vitimados por ele. Cotó era usuário de drogas. Seu colega Timbalada também tinha envolvimento com entorpecentes, sendo inclusive apontado como traficante naquela área. Investigações do Ministério Público revelam que Timbalada tinha uma ?renda? mensal estimada em R$ 1 mil.