Polícia
13 corpos d�o entrada no IML de Macei�
Cabisbaixos e revoltados, familiares de Cícero Manoel da Silva, 46, e de Manoel Lucas da Silva, 57, não sabiam, ontem, a quem atribuir as execuções de seus parentes, executados quando descansavam num dos casebres de uma propriedade que estaria abandonada na região do Conjunto Eustáquio Gomes. Além deles, o Instituto Médico Legal de Maceió tinha recebido, entre sexta-feira e ontem à noite, os corpos de mais onze pessoas assassinadas no feriadão da Proclamação da República. ?Isso é coisa de gente perversa. Meu pai nunca se desentendeu com ninguém. Vivia da agricultura. Estava aposentado, mas costumava ir à fazenda onde sempre trabalhou como zelador. Cuidava da roça que tinha plantado lá. Era cidadão pacato?, lamentava José Cícero da Conceição, filho do aposentado. Enquanto aguardava a liberação do cadáver, José contou à Gazeta de Alagoas ter sido necessário fazer ?vaquinha? (contribuição espontânea) entre os familiares com quem conseguiu os R$ 1.500,00 necessários ao velório e sepultamento do aposentado. ?Antes dos tiros, meu pai apanhou até com golpes de facão?, lamentava o autônomo, segundo o qual três homens teriam executado o crime. Estado é o 3º em mortes violentas Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma a posição de Alagoas como terceira colocada no índice que reúne os Estados onde os óbitos violentos ainda são a maior parte das mortes dos homens jovens. Estamos na terceira pior posição com 21,1%, atrás apenas do Espírito Santo (21,3%) e Mato Grosso (23,8%). O levantamento dos dados indica que, após ter crescido ao longo dos anos, desde a década de 1980 (especialmente entre homens jovens e adultos), o percentual de óbitos por causa da violência (homicídio, suicídio, acidentes etc.) vem apresentando leve tendência ao declínio. No início da década de 1990, a proporção de óbitos masculinos com causas violentas no Brasil era de 14,2% do total de mortes; em 2002, houve aumento do índice para 16,2. Em 2009, houve registro de decréscimo para 14,9%, com pico no Centro-Oeste (18,3%) e ?destaque? para os Estados do Mato Grosso, Espírito Santo, Alagoas e Pará. MM Polícia investiga assassinato de trabalhador rural em Inhapi | PATRÍCIA BASTOS - Repórter Arapiraca ? A polícia ainda não tem pistas sobre o assassinato do trabalhador rural Vanelmo Miguel de Aquino, 22, conhecido como ?Nelmo?, morto a tiros na frente de sua residência, no povoado Promissão, em Inhapi, na madrugada do último domingo. A polícia, entretanto, não descarta a possibilidade de o crime ter acontecido por acerto de contas ou vingança, já que Nelmo era acusado de ter cometido roubos de moto na região e em municípios vizinhos. Segundo o relato de moradores da vizinhança aos policiais, por volta de 1 hora do domingo foram ouvidos tiros vindos de dentro da residência da vítima, mas ninguém presenciou o crime. Alguns moradores chegaram a ver duas pessoas fugindo de motocicleta em alta velocidade. Vanelmo Aquino foi atingido por vários tiros de espingarda 12, principalmente na cabeça e no tórax. O corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Arapiraca e liberado no mesmo dia para sepultamento.