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Paulo Rubim deixa cargo

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O secretário de Defesa Social (Seds), Paulo Rubim, anunciou a sua saída do cargo, antes mesmo do comunicado oficial do governador Teotonio Vilela Filho. A despedida aconteceu ontem pela manhã, durante a apresentação do balanço dos 45 dias de atuação da Força Nacional de Polícia Judiciária em Maceió. Rubim apontou o secretário adjunto Washington Luiz como o substituto ideal, destacou os avanços durante seus três anos de gestão e não deixou de falar das ações que gostaria de ter realizado, mas não conseguiu. Para ele, os dois pontos mais críticos foram a falta de um concurso público para reforçar o efetivo e a estrutura decadente do Instituto Médico Legal (IML). A Seds está encaminhando pedido para renovar a missão da Força Nacional por mais 90 dias, a partir de janeiro, após o recesso. O delegado Rubim enfatizou a eficiência e a produtividade dos federais, que supriram as dificuldades encontradas pela falta de efetivo e de estrutura da polícia local. Força Nacional apresenta balanço Se a prorrogação da Força Nacional em Maceió for aprovada, as equipes terão muito mais do que os 315 inquéritos recebidos nesta primeira fase para apurar. No mínimo, outros 300 casos seriam repassados. A Polícia Civil de Alagoas não sabe o número exato, mas estima-se que há, pelo menos, 2 mil inquéritos sem a devida apuração. Em 45 dias de permanência em Maceió, o grupo de 45 policiais de fora, divididos numa estrutura equivalente a dez delegacias, conseguiu trabalhar em 222 dos 315 inquéritos recebidos. Em 153 deles (68,9% dos que tiveram apuração), chegou-se a indicação da autoria, com o indiciamento dos acusados. Destes, a Força Nacional representou o pedido de 58 mandados de prisão. O coordenador da Força, Eraldo Augusto, informou que não se chegou à autoria em 69 casos e que não foi possível investigar 93 inquéritos porque não houve tempo suficiente. ?Tivemos um período de 27 dias úteis, dos quais passamos cerca de dez dias trabalhando em quinze inquéritos com mortes de moradores de rua?.

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