Polícia
Chacina de Uni�o: OAB vai acompanhar investiga��es
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, (OAB/AL), instalou, ontem, uma comissão para acompanhar as investigações da chacina ocorrida na madrugada de sexta-feira, em União dos Palmares, onde quatro jovens foram mortos a tiros. Os advogados Gilberto Irineu, que preside a Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente, e Kléber Gomes, do Núcleo de Direitos Humanos, deverão ir ao município para se inteirar das diligências realizadas pelo delegado regional Reginaldo Assunção, que já instaurou inquérito policial para apurar o caso. O presidente da OAB/AL, José Areias Bulhões, afirmou que a entidade exige da Polícia Civil que seja feita uma investigação séria e que os culpados sejam presos o mais rápido possível. ?Não podemos aceitar que fatos como o que ocorreu em União dos Palmares fiquem impunes. Iremos acompanhar de perto as diligências e dá todo apoio necessário para que os responsáveis pela chacina sejam levados à Justiça?, declarou. Para Areias Bulhões, a sociedade alagoana não pode aceitar que atos de violência, como o ocorrido em União dos Palmares, aconteçam. Ele disse ainda que o importante agora não é especular sobre quem executou os jovens, mas sim dá todo apoio necessário ao delegado Aguinaldo Assunção na realização das investigações. ?Não iremos ficar de braços cruzados e aceitar que nossos jovens sejam executados?, assegurou o presidente da OAB/AL. Crueldade A chacina de União dos Palmares chocou os alagoanos, principalmente pela idade das vítimas. Os corpos de Maurício da Silva, 19, Thiago Holanda da Silva, 18, C.F. da S., 17, e S.J. da S., 15, foram encontrados com perfurações na nuca em uma ponte sobre o Riacho Canabrava, no bairro Alto do Cruzeiro. Eles foram mortos quando voltavam de uma discoteca. O delegado Reginaldo Assunção não descarta a possibilidade de que a chacina tenha sido cometida por grupos de extermínio. Mas ele acredita que as execuções tenham ocorrido devido a ?uma briga de galera?, uma vez que os jovens eram envolvidos em pequenos furtos, arrombamentos e tráfico de drogas. As vítimas possuíam entrada na delegacia e no Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente.