Polícia
Reeducandos fazem motim em pres�dio de Arapiraca
Arapiraca ? Reeducandos do presídio desembargador Luiz de Oliveira Souza atearam fogo em colchões e abriram buracos nas celas, na manhã de ontem, em rebelião contra a suspensão das visitas de familiares, que foram interrompidas por causa da greve dos agentes penitenciários. A rebelião começou às 7 horas e só acabou depois das 13 horas, quando os agentes foram informados de que a greve teria sido suspensa durante uma assembleia da categoria em Maceió. No fim da tarde, entretanto, os agentes foram informados que a greve continua e que na manhã de hoje será realizada mais uma rodada de negociações com o governo. ?Mas independente da greve, as visitas no presídio só podem ser retomadas depois que houver a recuperação das celas destruídas, o que deve levar cerca de duas semanas?, afirmou um agente, que pediu para não ser identificado. Por volta das 10 horas de ontem, os agentes e policiais militares informavam que a situação estava controlada, embora o Corpo de Bombeiros ainda não tivesse entrado no presídio para conter o fogo ateado em colchões. Paralisação dos agentes penitenciários continua | MARCOS RODRIGUES - Repórter A greve dos agentes penitenciários continua. Foi o que garantiu o diretor jurídico do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen), Fernando Oliveira. No fim da manhã de ontem, enquanto o coronel Dário César Cavalcante tomava posse à frente da Secretaria de Estado da Defesa Social, o presidente do Sindapen, Jarbas de Souza, anunciava à Gazeta o fim da paralisação. Era um ?voto de confiança? mediante a aplicação, em dois meses, das reivindicações da categoria. Mas, ao ser informado de que teria de assinar a ata da assembleia que orientou a posição do Sindapen, o secretário Dário César optou por não se envolver. De acordo com a assessoria, ele não poderia ratificar posições tomadas sem sua presença. Diante dessa posição, diretores do Sindapen retornaram ao presídio e informaram que a greve estava mantida. ?Fomos informados que o coronel Dário quis assinar a ata, e sim manter a negociação apenas de boca. Como já havíamos definido que só retornaríamos caso nossas propostas fossem ratificadas, o movimento está mantido?, garantiu Fernando Oliveira.