Polícia
Caem 3 diretores do Baldomero ap�s mortes de detentos
Três diretores foram afastados do Presídio Baldomero Cavalcanti e vinte agentes penitenciários estão sob suspeita após as execuções de dois presos, no último domingo. Uma patrulha de assassinos (não se sabe quantos) simplesmente atravessou quatro portões com grades, abriu e fechou cadeados, invadiu a enfermaria e matou os detentos que deveriam receber acompanhamento médico. Acusado por um roubo, José Lovêncio dos Santos, 31 anos, tinha sido transferido da Casa de Custódia para o Baldomero na véspera, e foi vítima de espancamento e enforcamento. Há cerca de dez dias no presídio, José Domingos da Silva, 41, respondia por duplo homicídio e morreu com golpes de arma branca, provavelmente os temidos ?chunchos?, espetos de ferro confeccionados dentro do presídio. Nenhum deles tinha sido julgado. Sindicato diz que tentou evitar o pior Parentes e amigos de um dos presos executados dentro do presídio dizem que ele estava marcado para morrer. Com medo de se identificarem, fontes da Gazeta revelaram que José Lovêncio da Silva estava ameaçado por um agente penitenciário e por um preso do Baldomero Cavalcanti. Além de não ser comunicada oficialmente da morte, a família foi pega de surpresa porque achava que Lovêncio estava na Casa de Custódia e não no Baldomero. ?Há cerca de três meses, ele foi acusado pelo homicídio de uma garota, chamada Jéssica, que é parente de um agente penitenciário. No momento da prisão, ele levou uns tiros da polícia e estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE)?, disse uma das fontes. Após a alta médica, a família soube que Lovêncio foi transferido para a Casa de Custódia, na última quarta-feira, em pleno auge da greve.