Polícia
Pol�cia vai apurar atentado contra MLST
Porto Calvo ? A delegada de Porto Calvo, Maria do Socorro Almeida, instaurou ontem inquérito policial para apurar o atentado contra o acampamento do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) na Fazenda Mato Grosso. O ataque teria contado com a participação de mais de 20 ?jagunços? deixando cinco trabalhadores rurais feridos e provocando a destruição de todos os barracos levantados à margem da AL-465, na madrugada da última quarta-feira. A delegada ouviu o depoimento de três vítimas e expediu guias autorizando a realização de exames de corpo de delito. Os sem-terra serão encaminhados hoje ao Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, sob escolta da Polícia Militar (PM). Ao tomar conhecimento do conflito pela Gazeta de Alagoas, o promotor de Justiça, Sérgio Simões, determinou, ainda pela manhã, abertura de inquérito policial para apurar os fatos. Movimentos se unem contra despejos | MARCOS RODRIGUES - Repórter Os movimentos agrários que atuam em Alagoas estão unindo forças. A causa, desta vez, é a reação ao que classificam como retrocesso do Estado nas ações de desocupação e nas ordens judiciais de despejo. Segundo as lideranças, somente este mês, mais de 200 famílias foram retiradas de áreas ocupadas e tiveram suas culturas destruídas. Uma das últimas ações, ocorrida no último dia 24 de janeiro, na Fazenda Cavalheiro, em Murici, acabou deixando feridos e, de acordo com lideranças do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), um sem-terra foi atingido por tiro de arma de fogo. Mas, segundo o coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima, todos os movimentos têm sido atingidos pelo modo violento com que a polícia tem agido.