Polícia
Modelo Safadi � acusado de estuprar menor
Além do assassinato do designer e produtor de moda Flavius Durval Lessa, 47 anos, o modelo Frederico Safadi, 19 anos, também é acusado de estupro de uma adolescente. A queixa foi prestada pela menina, que tem 17 anos, e pelos pais dela, na Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente, no último mês de novembro. Uma fonte ligada à família revela que Fred Safadi encontrou a garota, próximo ao Posto 7, no calçadão da Praia de Jatiúca, e a convidou para ir a um apartamento. Chegando lá, a menina teria se recusado a manter relação sexual, mas Fred não teria aceitado a rejeição, submetendo-a ao estupro. Após o crime, a mãe e o pai foram à delegacia com a garota, inclusive levando uma foto do modelo para ajudar a polícia a identificá-lo e localizá-lo. Mas Fred Safadi ficou livre. Se tivesse sido preso, o destino de Flavius poderia ser outro. Como a denúncia e o depoimento da vítima são ricos em detalhes, os parentes dela têm convicção de que o modelo deve ser indiciado por este outro crime. Polícia procura objetos de Flavius Lessa A carteira e o telefone celular do designer Flavius Lessa foram levados de dentro do veículo Citroën C3, onde ele foi assassinado no último dia 4. O roubo complica ainda mais a situação do modelo Frederico Safadi e do estudante Gabriel, de 16 anos, que podem ser acusados agora por latrocínio (quando a morte tem relação com o roubo). Após a fuga dos acusados do local do crime, o corpo de Flavius foi encontrado no banco do carona, trancado no automóvel, na avenida principal do Benedito Bentes, próximo à fábrica da Coca-cola. Para piorar, os dois revelaram ter ido beber cerveja, numa praça do Salvador Lyra, instantes após Gabriel ter prendido o pescoço da vítima com o cinto de segurança para Fred matá-lo, com um corte também no pescoço. No primeiro depoimento à polícia, quando ainda alegava inocência, Fred já falava que tinha recebido R$ 180 do designer naquela noite. Informação que ficou estranha, diante do segundo depoimento, que relata as discussões e agressões que aconteceram antes do homicídio. A polícia agora quer descobrir se este dinheiro foi roubado, junto com a carteira e o celular, e se os agressores usaram parte dele para pagar as cervejas consumidas após o óbito.