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Menina de 5 anos � estuprada e morta

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O mal em forma de homem invadiu a casa número 29 da quadra B do conjunto Carminha, na noite de terça-feira. Como uma besta no cio, estupra a menina Amara Alice Estevam Gomes da Paz, de 5 anos, que dormia próximo à boneca. A avó, Josefa Gomes Ferreira, 55 anos, escuta algo estranho e corre em socorro da neta. É recebida com uma tijolada no meio do rosto. Cai no chão, ao lado do tijolo espatifado, e agoniza, com a face desfigurada. Cruel, o ?animal? pega outro tijolo e bate com força na nuca da avó, para terminar de matar. Em seguida, parte para cima da menina de cinco anos e comete o infanticídio, também a tijoladas. Parentes, policiais e peritos que viram a truculenta cena do crime acreditam que o estuprador de Alice foi flagrado pela avó e decidiu assassiná-las para não ser identificado. Sofrimento toma conta dos familiares A sede do IML se transformou num purgatório para a família da avó e neta assassinadas. O exame para constatar o estupro, a espera da liberação do corpo, o assédio da imprensa e as lembranças do crime rondavam o limbo em que mergulharam, na manhã do dia seguinte. Entre todos, a cabeleireira Delfina Gomes Ferreira, 38 anos, era a mais arrasada pelo sofrimento. Mãe de Alice e filha de Josefa, perdeu o teto e o chão. Ficou sem mãe e sem filha, sem eira nem beira. ?Eu não sei como uma pessoa pode fazer uma maldade dessa com uma criança. A minha filha era uma criatura inofensiva, que não sabia ainda nem falar direito. Encontrei-a nua, estuprada, morta?, afirmou Delfina, em meio aos pedidos de amigos e parentes para não dar entrevista. Mas a mãe (e filha) insistiu, fez questão de falar, precisava desabafar. MG Alagoas registra sexta morte de morador de rua em 2011 | WALDSON COSTA - Repórter Os crimes contra moradores de ruas continuam assombrando os desabrigados que perambulam pelas ruas de Maceió e do interior de Alagoas. Com 39 casos registrados em 2010, nestes três primeiros meses do ano, 6 assassinatos de desabrigados já foram contabilizados, aumentando as tristes estatísticas da violência no Estado. O sexto caso aconteceu na noite da terça-feira (15), quando o desempregado José Cícero dos Santos, conhecido como ?Estranho?, foi morto a tiros nas imediações da antiga Feira do Passarinho, no Centro de Maceió. Como nos demais casos, a execução ? que aconteceu na rua, em área aberta, movimentada e pública, com registro de correria e disparos de arma de fogo ? também passou ?despercebida? pelas pessoas que, por medo de retaliações, empregam a lei do silêncio.

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