Polícia
Capit�o da PM � assassinado em assalto
Enquanto o secretário de Defesa Social de Alagoas, coronel Dário César, concedia entrevista coletiva, no auditório da sede da secretaria, para apresentar a equipe de policiais da Força Nacional de Segurança (FNS) que ajudará nas investigações dos homicídios em Alagoas, o capitão da Polícia Militar, lotado no Serviço de Informação da PM, Luacir Albuquerque Macário, 48 anos, era assassinado durante assalto, dentro de casa, no bairro do Pinheiro. O crime aconteceu ao meio-dia, depois que um assaltante armado e usando uma motocicleta abordou uma amiga da família, conhecida por Malu, que estava entrando na residência do capitão, com uma bolsa. Familiares disseram que Malu havia ido a uma agência bancária sacar R$ 2.500. No momento em que ela entrou na casa, o motoqueiro sacou a arma e anunciou o assalto. Num ato heroico e ao mesmo tempo impensado, o capitão da PM avançou contra o asaltante e partiu para a luta corporal com o bandido, que se desvencilhou e atirou contra ele. Luacir Albuquerque Macário foi assassinado diante da amiga, da esposa, do filho, de 1 ano de idade, e da mãe, Maria Mercedes Albuquerque, que estavam dentro de casa e viram o assaltante atirar pelo menos três vezes contra o capitão da PM. *Sob a supervisão da editoria de Cidades Família de militar se revolta contra falta de segurança Emoção e revolta. A movimentação em frente à casa do capitão Luacir Albuquerque Macário era intensa. Os familiares e amigos do militar não paravam de entrar e sair da residência. Todos aos prantos e incrédulos com o assassinato do capitão. Fotógrafos e cinegrafistas de vários sites, emissoras de televisão e jornais impressos subiam nos muros da igreja da Congregação Cristã do Brasil ? vizinha à casa de Luacir Albuquerque ? para tentar registrar algum detalhe do crime. Os primeiros familiares a saírem da casa foram a mãe, Maria Mercedes Albuquerque Macário, a cunhada Magali Almeida, um sobrinho e o filho de 1 ano do policial. Ao ver a cena do filho assassinado, a matriarca da família sentiu um mal-estar e precisou de ajuda. ?Não é possível! A gente não tem mais segurança, nem dentro da nossa residência?, desabafou Magali Almeida. Associação lamenta morte de Luacir | LELO MACENA - Chefe de Reportagem O vice-presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), major PM Carlos Antônio da Silva, lamentou a morte do capitão Luacir Albuquerque Macário e afirmou que, em Alagoas, nem mesmo os que têm a função de combater a criminalidade estão imunes à violência que tomou conta do Estado. ?A violência no Estado chegou a um nível insuportável. Assim como a população, nós policiais, que somos responsáveis por garantir a segurança, nos tornamos vítimas?, lamentou o major Carlos, em entrevista, por telefone, à Gazeta de Alagoas. Segundo o major Sandro, além de estarem expostos à violência, os policiais militares estão sendo submetidos a uma carga excessiva de trabalho. ?Há uma insatisfação na tropa. Não só os praças, mas também os oficiais estão insatisfeitos. O efetivo pequeno faz com que as escalas de serviço sejam aumentadas, sobrecarregando a todos. Além disso, estamos há cinco anos sem reajuste de salário?, reclamou o major.