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Estado aposta em modelo japon�s de seguran�a

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Um modelo japonês de policiamento, que foi trazido para o Brasil em 1982, pelo governo do Rio de Janeiro, é a mais recente ação do governo alagoano para combater a criminalidade no Estado. Criado há mais de 100 anos, o sistema de policiamento Koban, mais conhecido aqui como Polícia Comunitária, tem como princípio básico prevenir crimes e acidentes. O modelo foi implantado em Maceió em 2009 e é tido como uma experiência exitosa. No conjunto Selma Bandeira, onde a experiência foi implantada inicialmente, o número de homicídios, que era um dos mais altos da capital, caiu expressivamente com o trabalho da Polícia Comunitária. Com base no sucesso registrado no Selma Bandeira, o Estado vai investir na ampliação do projeto, criando bases de polícia comunitária em todas as regiões. O alarmante índice de 71,3 homicídios por cada 100 mil habitantes, quase três vezes maior que a média nacional, levou o governo alagoano a pedir socorro à União. Mais que um apelo, a solicitação de apoio foi feita em tom de desespero pelo governador Teotonio Vilela Filho, temendo a real possibilidade de os cadáveres dos milhares de jovens assassinados serem jogados em sua porta. Vilela pediu que o governo federal dê a Alagoas o mesmo ?remédio? usado no combate à violência no Rio de Janeiro. FGV aponta aprovação do ?Koban? Escolhido para receber o projeto em agosto de 2009, o conjunto Selma Bandeira, uma comunidade com mais de 5 mil pessoas, na periferia de Maceió, conseguiu mesmo reduzir o número de homicídios que caracterizavam a localidade como a mais violenta da capital. ?Houve redução e a população começou a se sentir segura. Essa sensação foi comprovada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mediu 75% de aprovação da Polícia Comunitária?, testemunha o técnico de enfermagem José Maria Diniz, representante da comunidade. Segundo ele, nos 18 meses de aplicação do modelo Koban naquela área, os moradores do conjunto Selma Bandeira sentiram o que é paz e segurança pública. ?Aqui, a Polícia Militar de Alagoas começou a escrever uma nova história?, disse ?Zé Maria?, que se destaca na comunidade não apenas por seu trabalho como liderança, mas também como folclorista. Ele já trabalhou como facilitador de área da ONG Visão Mundial. Comunidade cobra mudança em escala Para o secretário de Defesa Social, coronel Dário César Cavalcante, o policiamento comunitário é o caminho que a corporação deve seguir para que a criminalidade saia dos níveis atuais. Só que, se defende mesmo esse modelo, o secretário terá que agir rápido, ouvindo a comunidade do Selma Bandeira, que se mostra contrariada e dando claros sinais de que o investimento feito pode ser perdido. Uma espécie de retorno à estaca zero. ?O governador e o secretário precisam nos ouvir. Os policiais que estão na comunidade não podem cumprir a mesma escala dos demais. Eles estavam conquistando a confiança da comunidade e essa relação foi interrompida?, reclama o líder comunitário José Maria, que pede ao secretário a oportunidade e um encontro para detalhar as razões que levam a comunidade a se queixar. Estado conclui 4 bases, duas funcionam O secretário municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania, Pedro Montenegro, lembrou que uma das metas de Dilma Rousseff é erradicar a miséria no País. ?Alagoas é o único Estado que não cresceu no governo Lula?, afirma ele, defendendo a efetivação em todo o Estado do projeto de Polícia Comunitária. ?O Selma Bandeira não pode mais ser considerado um projeto piloto. Aquilo ali é uma realidade que precisa, urgentemente, ser levada a toda a cidade. Do contrário vai se esgotar e cair por terra tudo o que foi construído?, afirma Montenegro. Mas, alerta o advogado, a segunda chance que Alagoas tem de se reconstruir, saindo dos rankings negativos, depende da vontade política do governo de fazer a sua parte. Integrar ações, definir claramente quais as prioridades, são medidas essenciais na luta contra a criminalidade. No tocante ao policiamento comunitário, é preciso, por exemplo, qualificar e valorizar os policiais selecionados.

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