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Seguran�a da Ufal est� em risco

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A violência das ruas resultante da falta de políticas públicas transpôs os muros do maior campus universitário de Alagoas: o centro de estudos A.C. Simões, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no Tabuleiro do Martins ? uma área que tem como vizinhança o sistema prisional do Estado e comunidades que pedem socorro diante das mazelas sociais. Além de impor medo a servidores e estudantes, a violência que chegou ao campus universitário está desafiando um investimento de mais de R$ 6 milhões anuais aplicados no sistema de segurança do local, comprovando a tese de que para contê-la não basta só investimentos financeiros. As demandas externas estão comprometendo o plano de segurança da universidade. Essa é a constatação de Marcelo Albuquerque, diretor da Servipa ? empresa de segurança que presta serviço à Ufal. Ele enfatiza que todo planejamento para resguardar o patrimônio físico e humano do local está sendo afetado devido às necessidades da vizinhança que, desassistida, recorre à área da universidade. População usa universidade como atalho para conjunto Entre o vaivém de pessoas que trafegam no campus universitário A.C. Simões, estudantes, servidores e moradores da comunidade vizinha se misturam, dividindo o espaço que, além de corredor de ônibus, também possui uma pequena área onde há serviços de banco e correios. A universidade é atalho para conjuntos habitacionais como o Santa Helena, Denisson Menezes, Lucila Toledo e Gama Lins. Além disso, fica às margens da BR-101, rodovia por onde circula a maioria dos ônibus que liga a parte alta da cidade ao Centro. Além de curto, o trecho da universidade é o melhor caminho por ser aparentemente seguro, calçado e iluminado. É o que explica o estudante do ensino médio Douglas da Silva Lima, que mora com a família no conjunto Santa Helena e atravessa de bicicleta, com o irmão, o campus, para chegar até a Via Expressa. Extensão dificulta vigilância ?A presença da vigilância da Ufal ajuda, mas não é suficiente, porque a área é muito grande. Além disso, o acesso ao campus é livre e permite que qualquer pessoa entre sem se identificar e saia sem ser percebido. Sou a favor de um controle maior, mas para isso a circulação de ônibus dentro da Ufal precisará ser revista e a comunidade estudantil terá que colaborar, se realmente quiser segurança?, explica Josenildo Ferreira. Com uma área ampla ? e grande parte dela pouco ocupada ?, o campus A.C. Simões ainda detém grandes espaços de vegetação. E são por estes locais mais isolados que estão as passagens que ligam o terreno da universidade às ruas do entorno ? pontos menos vigiados e com maior incidência de ocorrências policiais. |WC Últimas ocorrências acendem sinal de alerta no campus No quadro de comparativos de ocorrências do setor de segurança da Ufal, os números apresentam redução de casos desde 2005. Os investimentos, que resultaram em ações mais diretas, surtiram efeitos e fizeram despencar os números de acontecimentos no local. Desta forma, outras ações estão sendo revistas para tentar garantir segurança para os frequentadores do campus. Mas os casos de violência registrados nos últimos meses anfizeram com que a segurança acendesse o sinal de alerta. Entre eles o ferimento à bala, durante um assalto de ?saidinha de banco?, o achado de duas ossadas de jovens da região e o assalto a uma turma do curso de Pedagogia.

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