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M�sico � morto e enterrado na �rea externa de sua resid�ncia

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O crime tinha tudo para ser perfeito caso algumas evidências no percurso não denunciassem que algo estava errado na casa do músico Antônio Jorge Gomes da Silva, 41 anos, desaparecido desde o dia 11 de fevereiro. Com algumas notas fora do tom, a trama forjada pelo algoz, que assassinou o músico e o enterrou na área externa da própria casa, veio à tona na manhã de ontem ? 41 dias após o desaparecimento ?, com a descoberta do corpo da vítima, enterrado na casa de número 45, na Rua Amidabe Valente, no Trapiche da Barra. As suspeitas de que algo estava errado na harmonia da casa foram levantadas nas primeiras semanas de fevereiro. O músico Antônio Jorge, que trabalhava em casa consertando instrumentos musicais, com a ajuda do filho Jackson Gomes, 18, havia desaparecido. Na semana seguinte, um colchão com manchas de sangue apareceu abandonado na rua. Dias depois, um novo colchão chega à casa de número 45. Jovem teria confessado crime a amigo Considerado um jovem tranquilo, trabalhador, sem antecedentes com drogas e relação com bebida alcoólica, Jackson Gomes poderia ser o último suspeito no assassinato do pai. Entretanto, as evidências encontradas ao longo das investigações o colocam como acusado principal, restando à Polícia Civil apenas esmiuçar os fatos, para saber se ele agiu só ou se contou com a participação de outras pessoas. Bem como saber se o crime foi premeditado ou ocorreu durante mais uma discussão com agressão física e verbal. Na delegacia, ao depor na sexta-feira (18), Jackson Gomes demonstrou frieza e negou para a delegada Maria Aparecida qualquer participação no desaparecimento do pai. Os dois moravam juntos e Jackson se dividia entre a casa do pai, onde passava a semana e trabalhava, e a casa da mãe, que frequentava nos fins de semana. Mas, ao sair da delegacia, ele teria confessado o crime a um amigo de infância, identificado como F.B., que o acompanhou no depoimento.

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