Polícia
Floro Calheiros � morto durante fuga
Nem o serviço de inteligência, nem o cerco armado pelas polícias Civil, Federal, Militar e Rodoviária Federal de três Estados foram suficientes para prender o alagoano Floro Calheiros Barbosa. Considerado um dos homens mais procurados do Nordeste, o alagoano não se intimidou com o aparato de segurança pública, trocou tiros, escapou do cerco a uma fazenda no Tocantins, realizou uma fuga espetacular de quase 600 quilômetros e passou por uma barreira policial no município de Barreiras, no Oeste da Bahia. Só parou crivado de balas. Morreu às 9 horas de domingo, com seu sobrinho, Lucas Calheiros, e com um capanga identificado apenas como ?Bala?. O filho dele, Fábio Calheiros, ficou ferido. Acusado pelo atentado contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Sergipe, desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, Floro Calheiros também responde a um ?rosário? de outros crimes e já tinha fugido duas vezes da prisão. Agentes não são atingidos em confronto Apesar das forças da lei relatarem intensos tiroteios contra o grupo de Floro Calheiros, tanto no Tocantins como na Bahia, nenhum policial ficou ferido na ação. O secretário de segurança de Sergipe, João Eloy de Menezes, destacou o trabalho integrado das polícias no combate ao crime, crucial para localizar o homem considerado o inimigo público número 1 do Estado. ?Floro Calheiros era um foragido que desafiava a Justiça. Também queremos agradecer o empenho de todas as polícias do Nordeste e do Tocantins, inclusive do grande apoio que recebemos dos Estados vizinhos da Bahia e de Alagoas?, resume o secretário, lembrando que Floro continuava expandindo seu poderio econômico e já tinha arrendado três fazendas, entre os municípios de Gurupi e Formosa do Araguaia, no Tocantins.