Polícia
Av� confirma seq�estro e exige justi�a para morte de adolescente
Familiares reconheceram ontem, no Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML), como sendo de Claúdio Correia de Santana, 18, o cadáver encontrado carbonizado em um sítio no Pontal da Barra, na quinta-feira. Segundo Raimunda Souza Santana, 64, avó da vítima, que fez o reconhecimento, o neto trajava cueca zorba azul, bermuda bege e camisa branca. Os fragmentos de tecidos encontrados no corpo do borracheiro batem com a informação. ?Meu neto foi preso por três homens e colocado dentro de uma viatura na manhã de quarta-feira. Esse pessoal será da polícia? Não sei. O que quero é justiça? ? afirmou Raimunda. A doméstica explica que o neto era borracheiro e trabalhava com o pai no Conjunto Virgem dos Pobres. E que amigos de Claúdio viram quando homens desceram de um veículo, possivelmente um Gol branco, e o prenderam saindo do local em alta velocidade. ?O menino estava na minha companhia há cinco meses. Estava em casa naquela manhã quando dois amigos deles chegaram e me deram a notícia. Procurei em algumas delegacias, mas não consegui nenhuma informação. Falam que a polícia está em greve . Mas se não foi a polícia, o que ocorreu foi um seqüestro? - ressaltou Raimunda Souza Santana. O assassinato de Claúdio Correia de Santana, que segundo a avó não tinha passagens pela polícia, está sendo investigado pelo delegado Manuel Wanderley, que vai intimar os amigos das vítimas que viram ele sendo colocado dentro de um carro e encontrado totalmente carbonizado.