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Secretaria faz planejamento estrat�gico

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O governo queima seus últimos cartuchos na guerra contra os péssimos índices de violência no Estado e sucessivos recordes no número de homicídios. Tenta dar um tiro certeiro na criminalidade com a reforma administrativa, anunciada na semana passada, cuja prioridade máxima é reforçar o aparato de segurança pública. Ainda sem anunciar concurso público, a ordem do dia é investir no remanejamento do efetivo e na implantação de uma novo modelo de gestão, que começa pela reestruturação das delegacias da Polícia Civil e batalhões da Polícia Militar. A partir da nova modelagem definida na lei delegada, a Secretaria de Defesa Social (Seds) realiza um planejamento estratégico para estudar as mudanças, seus custos e o deslocamento de efetivo necessário. Cauteloso, o secretário da Seds, coronel Dário César, evita falar em prazos e orçamentos. ?A gente não poderia ter esse planejamento, sem saber qual a estrutura que teríamos. A reforma administrativa criou essa estrutura, agora estamos iniciando o planejamento?. Reforma ressuscita modelo anterior Esta segunda reforma da gestão tucana ressuscita estruturas ?condenadas à morte? na lei delegada anterior, aprovada em junho de 2007. Traz de novo, velhos conceitos à segurança pública, tidos como ultrapassados, como a volta das delegacias especializadas e o ressurgimento da Delegacia de Roubos e Furtos, numa estrutura considerada caduca pelos gestores anteriores e pelo próprio governador Teotonio Vilela Filho. À época da primeira lei delegada, o então secretário de Defesa Social, general Sá Rocha, e o então diretor geral da Polícia Civil, Carlos Alberto Reis, já defendiam um novo modelo de gestão, extinguindo diversas especializadas para concentrar esforços nas delegacias distritais e municipais. As mudanças foram assimiladas pelos sucessores, secretário Paulo Rubim e delegado geral Marcílio Barenco. Seds quer implantar bases comunitárias Dário César diz que a Seds já conta com o apoio do Ministério da Justiça para criar um mapa de situação, com mais precisão e transmissão de dados em tempo real para atuar com prevenção social à criminalidade. ?Eu não posso inventar a roda, tenho que pegar a roda bem rodada e trazer as experiências que estão dando certo em outros Estados, como Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro?. Além da reforma administrativa, a Seds conta com uma série de medidas, projetos e parcerias para reduzir a violência no Estado. Uma das principais metas é a implantação de 43 bases comunitárias da Polícia Militar, conforme prevê a Carta de Alagoas, documento assinado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante o 1º Colóquio de Prevenção e Redução de Homicídios, no dia 12 de março. Secretário defende órgão colegiado Ciente da polêmica requentada na tribuna legislativa, Dário César defendeu o órgão colegiado. ?O conselho foi concebido para ser parceiro dos órgãos de segurança pública, é um órgão importante, tem um dever nobre, previsto em lei e não deveria ter críticas a ele. Precisamos apenas abreviar a execução do que é deliberado por ele?, destaca o secretário. Este papel, que antes ficava entranhado na incapacidade de execução dos conselheiros, agora fica a cargo do titular da Seds. Criado em 2007 pela Lei Delegada 42, o Conselho de Segurança Pública é um órgão integrante do Poder Executivo, vinculado ao Gabinete do Governador, que controla a atuação administrativa e financeira das instituições integrantes da defesa social, bem como o cumprimento dos deveres funcionais dos servidores da segurança pública. Além da reforma administrativa e da comissão de execução dos recursos do Fundo, Dário César cita a mudança de filosofia de gestão para avançar contra o crime. ?As pessoas sempre viram a Secretaria de Defesa Social como um chefe da polícia, mas a gente tem que estudar, planejar a gestão. A Seds é a coordenadora, não a executora?.

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