Polícia
Sem armamentos, policiais militares cruzam os bra�os
Os novos policiais militares de Maceió já sentiram na pele a falta de organização e de estrutura na primeira missão como soldados. Parte dos 428 recém-formados teve que ir às ruas de Maceió sem armas e sem coletes à prova de balas. Mais de dez deles ainda se submeteram ao ?batismo de fogo? na perigosa região do Mercado da Produção, agitada com as vendas da Semana Santa. Mas cerca de 70 novatos se recusaram a fazer o policiamento ostensivo desarmados. Do orgulho e ansiedade para iniciar a carreira policial, passaram logo à frustração e revolta. Oficiais tentaram convencê-los a iniciar o trabalho sem armas. Como estavam bem treinados, os ex-recrutas fizeram valer as instruções recebidas nos cursos de preparação. ?Nós sabemos que o soldado não pode fazer policiamento ostensivo sem armas, equipamentos de segurança e fardamento completo?, disse um dos PMs. Falta de colete tira agentes da rua | WAGNER MELO - Repórter Uma ótima notícia para os fora da lei. Os gestores da Polícia Civil de Alagoas ainda não sabem, mas todos os agentes da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), temendo pela própria segurança, se recusam a ir às ruas desde ontem. O motivo: todos os coletes à prova de bala estão fora da validade. A informação foi confirmada ontem à Gazeta pelo vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL), Josimar Lima. ?Os coletes têm validade de cinco anos. Depois disso, a fábrica não dá garantia de que os projéteis não os perfuram. O que está em jogo é a segurança dos policiais?, explicou o dirigente sindical. Ele disse que a falta de equipamentos de segurança fez com que a categoria cruzasse os braços mesmo antes da greve anunciada para a próxima terça-feira, dia 26.