Polícia
M�dia de mortes supera a do ano passado
Nada mudou. O escândalo internacional gerado pelo extermínio em série de moradores de rua em Maceió, no ano passado, e a mobilização dos governos municipal, estadual e federal não adiantaram coisa nenhuma. O número de assassinatos este ano pode ser maior que o do ano passado. Ontem, a 11ª vítima foi morta com uma pedrada na cabeça. Se a média for mantida com onze por quadrimestre, o índice pode superar os 32 casos registrados no Instituto Médico Legal (IML) no ano de 2010. Se em vida são tratados como miseráveis. Na morte, são ignorados. Apesar de o IML ter 11 registros de sem-teto vítimas de homicídio, a Polícia Militar (PM) desconsidera a informação. ?Para a gente, nenhum morador de rua foi assassinado em Maceió?, sentencia o comandante de Policiamento da Capital (CPC), coronel Gilmar Batinga. Pela lógica do oficial da PM, a explicação é simples. ?Tem pessoas que foram mortas na rua, mas não eram moradores de rua. Quando a gente atende ao caso, constata que ela tinha uma família, uma residência?. Sem bater continência para a morte, vale lembrar que quase todos os moradores de rua estão fora de casa, afastados da família, há anos.