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Nº 5716
Polícia

Nordeste � campe�o no uso de drogas

Uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) revela que a Região Nordeste é campeã em número de usuários de drogas no País, correspondendo a quase um terço de sua população total. O estudo foi divulgad

Por | Edição do dia 15/09/2002 - Matéria atualizada em 15/09/2002 às 00h00

Uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) revela que a Região Nordeste é campeã em número de usuários de drogas no País, correspondendo a quase um terço de sua população total. O estudo foi divulgado durante o 4º Encontro dos Conselhos Estaduais Antidrogas, em Brasília. A vice-presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes, Rosa Augusta, informou que 22 cidades nordestinas foram pesquisadas, inclusive Maceió, e que 68,4% de um total de 1.644 pessoas entrevistadas admitiram também haver experimentado bebidas alcóolicas, enquanto outros 16,9 % se disseram dependentes dessa droga, considerada lícita. Rosa Augusta acrescentou que quase um terço dos entrevistados no Nordeste declarou já ter feito uso na vida de alguma droga, exceto tabaco e álcool, ou seja, drogas proibidas. “A estimativa de dependentes de álcool foi a maior do Brasil, porém a percentagem de dependentes de maconha (1,2%) foi a segunda colocada no País, quando comparada as cinco regiões brasileiras, mas a dependência dos benzodiazepinicos (tranqüilizantes) superou a maconha (2,3%), ou seja, é quase o dobro”, completou ela. Prevenção Representante da Acorde, uma organização não-governamental que atua na área de prevenção das drogas, Rosa Augusta afirmou que já existe um projeto de pesquisa pronto, aguardando financiamento, para saber a real situação em Alagoas. Por enquanto, “o que existe é o trabalho na comunidade que oferece respostas quanto à questão do uso de drogas. Por exemplo, no trabalho realizado nos presídios (São Leonardo e Santa Luzia) que demonstra não ser uma cultura da região fazer uso de drogas injetáveis”. Índices Ela advertiu que a realidade alagoana é idêntica aos demais Estados da região com índices altíssimos de pessoas que fizeram uso ou se qualificam dependentes de drogas como o álcool ou a maconha. A Acorde desenvolve um trabalho de prevenção, introduzindo em comunidades como no CRM (Centro de Ressocialização Masculino) uma proposta ocupacional e profissionalizante junto a adolescentes infratores. De acordo com a pesquisa, a maioria dos entrevistados, 60,9% encontra facilidade em conseguir maconha. Outras drogas, como cocaína, crack, heroína e LSD também se destacam pela facilidade de obtenção do público. O levantamento domiciliar sobre uso de drogas ainda traz dados sobre o acesso às drogas e mostra que a população geral conhece os efeitos da dependência química e seu tratamento, mas as mulheres são mais conscientes sobre os riscos de usar drogas. Rosa Augusta informou que o recorde do consumo de drogas foi detectado em jovens de 18 a 25 anos de idade. Acrescentou que para combater a atração das drogas na adolescência é preciso investir na prevenção do uso e fortalecer a rede de 27 conselhos para alcançar os jovens usuários e compartilhar essa responsabilidade com a sociedade. O estudo foi realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas por meio de questionários e critérios baseados nos efeitos e conseqüências do uso e nem tanto pela freqüência e quantidade de drogas utilizadas.

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