Polícia
Rodovi�rios s�o alvo constante do crime
A situação dos rodoviários é um constante duelo entre a importância que têm na sociedade e o quanto estão expostos ao perigo. Seja atrás do volante ou da mesa diante das roletas, os trabalhadores vivem com medo de perder o apurado do dia ou até mesmo a vida. Os números comprovam o risco. Segundo o sindicato da categoria, de janeiro até este mês, foram registradas 202 ocorrências. Em uma delas teve como vítima o cobrador José Norberto dos Santos, o ?Nego?, de 58 anos. Durante um assalto na noite do sábado, dia 7 de maio, ele morreu mesmo depois de entregar todo o dinheiro, quando fazia a linha Ufal-Ipioca, e sem tentar nenhuma reação. Antes do tiro fatal, o assaltante tinha efetuado um outro disparo, mas a bala havia pinado (falhado). O medo toma conta dos trabalhadores No Terminal de Transbordo do Vergel do Lago, a Gazeta ouviu vários relatos de assalto. Tanto passageiros, quanto profissionais já se viram diante da mira de armas de fogo. O motorista Erislânio Araújo Silva, 30 anos, foi uma das vítimas. Motorista da empresa Veleiro há dois anos, ele viveu a tensão de um assalto em plena luz do dia. ?Eram dois e entraram armados. Ainda bem que só fizeram levar o dinheiro do cobrador, dos passageiros e celulares. Não pudemos fazer nada. Sou pai de dois filhos, numa situação dessas, vamos fazer o que??, indagou o motorista, que fazia a linha Pontal-Ufal. Um outro colega de empresa, que não quis se identificar, relatou que, na última quarta-feira, também foi alvo de um assalto. ?Quando vi, os caras entraram por trás e puxaram logo a arma. Foi a sétima vez que passei por isso. Só pedi para não fazerem nada porque tenho três filhos?, contou o cobrador da linha Trapiche-Usineiros.