Polícia
Boate pode ter sido alvo de homofobia
O Grupo Gay de Alagoas (GGAL) quer que seja apurado se os tiros deferidos na madrugada de ontem, por um ex-soldado do Exército, em frente à Boate Havana, em Jaraguá, teve algum componente de homofobia. A boate é frequentada pelo público GLBTS (gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes), e, na avaliação do militante Nildo Correia, presidente do GGAL, é preciso averiguar se o comportamento do atirador não traz em si uma aversão grave aos homossexuais. ?Fomos informados do ocorrido e vamos buscar detalhes para nos posicionarmos. Sabemos que Jaraguá está entregue às moscas, sem policiamento, com comércio aberto de drogas, tornando-se um ambiente favorável ao crime. Mas é preciso estar atento ao fato de essas pessoas terem efetuado os disparos na frente de uma boate gay?, observa ele.