Polícia
M�e � acusada de matar filho rec�m-nascido
São José da Tapera ? O corpo de um bebê foi desenterrado, no final da manhã de ontem, por técnicos do Instituto Médico Legal (IML), nos fundos de uma propriedade rural no sítio Vargem da Estrela, município de São José da Tapera. O recém-nascido teria sido morto pela própria mãe, identificada como Rosicleide de Oliveira Piano. O agricultor Noé Rodrigues da Silva, companheiro de Rosicleide Piano, foi detido após confirmar a localização onde o corpo do bebê foi enterrado para a polícia. O Ministério Público pediu a prisão preventiva dele, mas até o final da tarde de ontem não havia confirmação de que a Justiça decretaria a prisão. Já a mãe do bebê está internada no Hospital Regional Santa Rita, devido a complicações do parto. Segundo parentes, nos últimos dias ela vinha se queixando de fortes dores de cabeça e febre e após procurar atendimento médico foi transferida para a unidade hospitalar. O serviço social do hospital informou que Rosicleide Piano apresenta um quadro de infecção. O crime chocou até mesmo os conselheiros tutelares que estão acompanhando o caso. ?A gente soube de casos assim pela televisão, mas nunca podia imaginar que algo parecido, como uma mãe simplesmente ignorar o filho que acabou de dar a luz, fosse acontecer aqui tão próximo. É um fato inédito nessa região?, declarou o conselheiro Florisvan Alves Correia. Irmão diz que criança nasceu morta Um irmão de Rosicleide Piano, que mora na mesma casa, confirma a versão de Noé Silva. José Cláudio de Oliveira Piano declarou que a criança ?passou do tempo de nascer?. ?Já ia completar dez meses de gravidez agora no dia 10, como passou do tempo, já nasceu morta?, disse. Mesmo assim, nega que soubesse da gravidez da irmã. ?A gente via a barriga dela crescer, mas ela dizia que não estava grávida. No dia em que ela teve o bebê eu e o marido dela estávamos em casa, mas ela estava no quarto e ninguém percebeu nada?, alegou. O cadáver do bebê já estava em avançado estado de decomposição quando foi desenterrado pelos técnicos do IML. Segundo eles, não era possível distinguir o sexo do bebê, que passará por necropsia, que deverá determinar se o bebê nasceu morto ou foi assassinado.|PB