Polícia
Pris�o de casal deve ocorrer esta semana
A prisão temporária do casal Antônio (Tony) Bandeira e Mirela Granconato deve ser uma questão de tempo. Diante de novas descobertas nas investigações do assassinato da estudante de Fisioterapia, Giovanna Tenório, a Gazeta apurou que a prisão estava prestes a acontecer neste fim de semana ou nos próximos dias. Até o fechamento desta edição, na sexta-feira à noite, o pedido de prisão seria encaminhado à 17ª Vara Criminal. A principal pendência era o resultado da perícia técnica para constatar de onde partiram as ameaças que chegaram ao celular de Giovanna. Parentes e amigos afirmam que algumas mensagens de texto partiram do telefone de Tony. As demais vieram de outro chip que pode ser de Mirela. Quase todas as intimidações, xingamentos e promessas de vingança eram assinadas com o nome da esposa de Tony. MP diz que Gecoc está ajudando nas investigações Para o procurador Eduardo Tavares, não há uma investigação paralela do Gecoc, mas sim um trabalho de integração e sinergia com a polícia. ?A prioridade da investigação é da polícia, quando nós entramos é para contribuir. Sendo o MP titular da ação penal, podemos contribuir com todo o trabalho para se cercar de elementos, de provas para que possamos ingressar com as ações penais necessárias?. Questionado por que este caso e não outros, entre tantos, Eduardo Tavares disse que o MP não elege determinado caso, mas não pode pedir investigações do Gecoc em todos. ?Mas há casos especiais em que o grupo pode agir, como neste caso Giovanna?. Lembrado do duplo homicídio das irmãs de criação de Coruripe, que se arrasta na polícia sem provas técnicas, Tavares afirmou que vai determinar a atuação do Gecoc em parceria com mais este inquérito policial. Mesmo sem apontar a autoria, o procurador parece não ter dúvidas da motivação do crime. ?A investigação do crime passional tem uma vantagem. É mais fácil de elucidar porque são crimes feitos no calor das paixões. E em razão das precipitações, deixam vestígios mais palpáveis?, adverte o procurador-geral de Justiça do Estado de Alagoas.