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PF descobre esquema de fraude no INSS

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Enganar o sistema e fraudar o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) com a liberação de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez. Esse era o objetivo do esquema articulado por falsos doentes mentais, indivíduos com suposta invalidez, técnicos e médicos peritos do próprio órgão. Todos foram presos, ao lado dos beneficiários, na manhã de ontem, durante a deflagração da Operação CID-F, executada pela Polícia Federal. Ao todo foram detidas 22 pessoas. Elas são acusadas de provocar um rombo de R$ 12 milhões. As prisões aconteceram em bairros da periferia da capital, com exceção de uma delas, cuja pessoa foi detida na cidade de Campo Alegre. Ninguém reagiu à prisão e todos foram conduzidos para o Instituto Médico Legal (IML). Ao todo foram expedidos pelo juiz da 1º Vara Federal, André Tobias Granja, 25 mandados de busca e apreensão e 24 de prisão, sendo oito de prisão preventiva e 16, temporária. Além disso, houve mandados de condução coercitiva. Apenas duas pessoas não foram presas, mas até a tarde de ontem uma delas ? servidor do INSS ?, já negociava sua apresentação na sede da PF. Quando começou a chegar ao IML, a maioria das pessoas preferiu o silêncio. Quem falou não deu detalhes sobre as investigações. Um dos que conversou com a imprensa foi o médico Gilberto Costa, que chegou num veículo descaracterizado e sem algemas. ?Sou um médico e faço o meu trabalho diariamente. Preciso ouvir detalhes do delegado para saber o que é isso?, disse, pouco antes de seguir para a PF. Investigações começaram há dois anos O planejamento da operação Cid-F foi articulado depois da coleta vasta de provas. Em um ano de trabalho, técnicos do serviço de inteligência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reuniram provas irrefutáveis contra os servidores envolvidos na fraude. A partir destes dados, a Polícia Federal (PF) montou um outro esquema de investigação para apurar mais detalhes, entre eles a descoberta de quem liderava o grupo. ?Como existiam vários processos, chegamos a acreditar que eram vários grupos atuando. Mas o aprofundamento acabou revelando ser um mesmo grupo de pessoas e servidores que se relacionavam?, disse o delegado da PF, Alexandre Borges. Titular da delegacia de Crimes Previdenciários, ele detalhou qual era a função de cada integrante do grupo. O esquema contava com os aliciadores das pessoas, que seriam beneficiárias, e com as que iriam legalizar a fraude no órgão.

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