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Soldado bombeiro � assassinado a tiros

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Arapiraca ? A polícia investiga se o assassinato do soldado bombeiro Eliabe Valdevino da Silva, 34, na noite da última segunda-feira, tem relação com outro homicídio ocorrido horas antes em Arapiraca, que vitimou o relojoeiro Lenilson José da Silva, 44, ocorrido no mesmo bairro. De acordo com agentes da delegacia regional de Arapiraca, há suspeitas de que um mesmo carro foi utilizado nos dois crimes. O soldado, que fazia parte da equipe de combate à incêndio do Corpo de Bombeiros de Arapiraca, foi atingido por três tiros por volta das 21h30 de segunda, na Rua 02 de Fevereiro, conhecida como ?Beco Estreito?, no bairro Brasília. Segundo informações do Centro de Operações (Copom) do 3º Batalhão, populares informaram que Eliabe Valdevino estava em um Ford Fiesta acompanhado de outras três pessoas, que o jogaram para fora do veículo, em seguida atiraram contra ele e fugiram. A vítima chegou a ser socorrida com vida por uma guarnição do Corpo de Bombeiros e foi levado para a Unidade de Emergência do Agreste, mas morreu enquanto recebia atendimento médico. O corpo de Eliabe Valdevino foi velado na residência do pai, João Valdevino, no bairro Brasília, e sepultado no cemitério Pio XX no final da tarde de ontem. O traslado do corpo foi feito pelo caminhão de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros. Vítima era tida como pessoa séria Arapiraca ? Familiares e amigos descrevem Eliabe Valdedino como uma pessoa esforçada, séria e centrada nos seus objetivos. No Batalhão do Corpo de Bombeiros de Arapiraca, os colegas o consideravam uma pessoa fechada, mas que ao mesmo tempo sempre demonstrava disposição para o trabalho e era considerado um dos bombeiros mais competentes no combate a incêndios. A viúva do soldado, Quitéria Maricélia, afirma que atualmente Eliabe Valdevino estava se dedicando aos estudos para o concurso de oficial dos Bombeiros. ?Ele sempre estudava muito e como era uma pessoa determinada, eu tinha certeza de que ele iria ser aprovado?, conta. Pela manhã, enquanto aguardava a liberação do corpo no Instituto Médico Legal de Arapiraca, Quitéria Maricélia falou com a reportagem da Gazeta de Alagoas. Evangélica e mãe do segundo filho do soldado, ela revelou que Eliabe Valdevino teve problemas com álcool e chegou a usar drogas, embora não fosse viciado.

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