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Ataque de hackers deixa governo municipal em alerta

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O ataque de hackers brasileiros aos sites de diversos órgãos públicos, no último dia 22, acabou sobrando também para a Prefeitura de Maceió. Embora garantindo que o ataque não obteve sucesso, já que nenhum dado foi conseguido pelos hackers, o secretário municipal de Comunicação, jornalista Marcelo Firmino, decidiu tirar do ar o portal Cidade de Maceió ? de onde os criminosos acessaram o site da Secretaria Municipal de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio (Semarph) ?, para fazer uma varredura no sistema. No mesmo dia, o grupo de hackers denominado Fatal Error Crew publicou no Twitter uma lista com 500 sites de prefeituras e câmaras municipais que dizem ter tirado do ar. Um dia antes eles haviam investido contra os sites da Presidência da República, Portal Brasil, Receita Federal, Petrobras, dos Ministérios do Esporte e da Cultura, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Cultura. Criminosos desejam se promover Em entrevista à Gazeta, Marcelo de Luca Marzochi disse que o grupo que fez os ataques quis ?aparecer?, dar publicidade às suas ações. Há casos, acrescenta ele, em que o hacker ataca determinados sistemas visando ser contratado como consultor de segurança pela empresa ou órgão atacado. Opinião semelhante tem o alagoano Adriano Zumba, que também vê nesses ataques a reação de ?experts? que buscam ser valorizados pelo mercado de trabalho. Há quem vincule o crescimento do número de ataques à ação de Julian Assange, jornalista e ciberativista da Wikileaks que se tornou célebre por divulgar informações confidenciais de governos. A Wikileaks é uma organização sem fins lucrativos, sediada na Suécia, que publica documentos, fotos e informações confidenciais de governos ou empresas, sobre assuntos secretos, obtidas de fontes que não revela. Especialista dá dicas de como se proteger das invasões Como evitar, então, que nosso computador seja usado como zumbi? A forma mais eficiente é investir em antivírus (programas de computador criados para prevenir, detectar e eliminar vírus de computador), ensina Adriano Zumba. Além disso, também é fundamental controlar a curiosidade diante dos e-mails suspeitos. ?Jamais, jamais mesmo, abra um arquivo com a terminação EXE. Se o fizer vai ter problemas, pois é vírus?, disse ele, sugerindo que o computador de casa tenha o antivírus atualizado frequentemente. Outro conselho do especialista alagoano é nunca usar senhas de contas bancárias ou cartões de crédito em lan houses. Polícia Federal tenta achar culpados A medida de proteção é necessária, pois o grupo que atacou ministérios divulgou mensagem na qual afirma que ?o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell?. A PF pode identificar quem invadiu os sites do governo, já que tem instrumentos para isso. É o que afirma Marcelo Lau, especialista em crimes eletrônicos e segurança na internet, conforme declaração que fez à Agência Brasil. O trabalho será feito ainda com a investigação de perícia forense, capaz de localizar indícios que levem à identificação e posterior penalização dos hackers. ?A tarefa é difícil, mas não pode ser considerada impossível?, avalia o alagoano Zumba. A investigação da Polícia Federal poderá ter a colaboração de outros países. Se os hackers forem brasileiros ou residirem aqui, podem ser punidos, como diz o advogado Marcelo Mazoch, com base na legislação vigente.

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