Polícia
Cavalcante vai a j�ri pela morte de S�lvio Vianna
O ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, junto com o ex-soldado Garibalde Amorim e o fazendeiro José Fernandes Costa, o Fernando Fidélis, irá a julgamento popular para responder pelo assassinato do chefe de Arrecadação Tributária da Secretaria da Fazenda Silvio Vianna, crime ocorrido em 28 de outubro de 1996 e que alcançou repercussão nacional. A data do julgamento ainda será marcada pela Justiça. Os três foram pronunciados pelo juiz da 1a Vara Especial Criminal, Daniel Accioly. Suspeita-se de que o crime teria sido praticado porque o chefe de arrecadação estava prestes a desencadear ações de combate à sonegação fiscal e denunciar empresas que não vinham pagando corretamente os impostos. Além dos três ex-militares, o Ministério Público apresentou denúncia contra o ex-tenente Silva Filho, mas ele foi impronunciado diante de depoimentos de algumas testemunhas, a exemplo do deputado estadual João Beltrão (PMDB), que garantiu estar em companhia de Silva Filho no dia e na hora do assassinato. Em seu depoimento, Beltrão disse que no dia do crime fizera uma viagem com o então tenente à cidade de Batalha. Afirmou ainda que tomou conhecimento da morte de Vianna através de sua esposa quando estava jantando com Silva Filho numa churrascaria em Arapiraca. Apesar de ter indiciado o ex-militar, o delegado Mário Pedro, que presidiu as últimas investigações, afirmou também que no início não encontrou indícios que comprovassem a participação do ex-militar no crime. Dois processos Mesmo com a pronúncia de novos acusados, o caso Silvio Vianna ainda está longe de ser solucionado, já que existem dois processos tramitando na Justiça e que apontam autores materiais diferentes. O primeiro processo resultou na pronúncia dos fiscais de renda Arnaldo Perciano e Célio Viana e o cabo PM Sandro Duarte. Os três primeiros acusados foram mandados também a julgamento por decisão do Tribunal de Justiça, que suspendeu a apreciação de um habeas corpus que pedia o trancamento da segunda ação penal por existir outro processo em andamento. O caso Silvio Vianna é considerado uma ?aberração jurídica?. O próprio presidente do TJ, desembargador José Fernando Lima Souza, chegou a criticar a existência de dois inquéritos para apurar um só crime. Nos meios jurídicos, acredita-se que os acusados têm grande chances de serem absolvidos por causa da existência dos dois processos. Por outro lado, no segundo inquérito, foram apontados os autores materiais ? Garibalde e Fidélis ? e a pessoa que intermediou o crime ? Manoel Cavalcante, mas não apontou o autor intelectual.