Polícia
Provas foram descartadas pelo IML
As roupas que a universitária Giovanna Tenório usava no dia em que foi encontrada morta num canavial no município de Rio Largo, bem como o lençol usado para enrolar o corpo não existem mais. Foram descartados como lixo hospitalar por uma empresa que presta serviço ao Estado. O diretor do Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, Gerson Odilon, admitiu o fato em matéria que foi ao ar ontem, no AL TV 2ª Edição, da TV Gazeta. Segundo ele, o IML não possui uma sala específica para guardar este tipo de material. Odilon também reconheceu que, caso haja necessidade de se fazer uma nova perícia nos materiais, o trabalho da polícia estará inviabilizado. Enquanto isso, os peritos do Instituto de Criminalística (IC) lacraram e conservam amostras de solo e vegetais colhidos no local onde o corpo da universitária foi encontrado para testes e análises. Já o Laboratório de DNA da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) analisa amostras das unhas de Giovanna. Nestes dois locais, as provas que são fundamentais para as investigações não foram destruídas. Advogado impetrará habeas corpus | BLEINE OLIVEIRA - Repórter A defesa do casal deve impetrar hoje pedido de habeas corpus para que Antônio de Pádua Bandeira, conhecido como Tony, e Mirela Granconato, acusados de raptar e assassinar a universitária Giovanna Tenório de Andrade, 28 anos, sejam colocados em liberdade. Eles estão presos desde o dia 28 último, por solicitação do delegado Francisco Amorim Terceiro, da Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic) da Polícia Civil, que investiga o crime. Para o advogado Raimundo Palmeira, que defende os acusados, não há razão para seus clientes continuarem presos. A prisão de Toni e Mirela foi determinada pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital. ?Vou pedir a soltura imediata, ou que possam cumprir o tempo da provisória em domicílio?, disse ele, que fundamenta o habeas corpus na falta de indícios suficientes de autoria.