Polícia
Menor revela como praticou o crime
Ao invés do gabinete da delegada Cássia Mabel, da Delegacia Especial da Criança e do Adolescente, onde seria apresentado, o jovem que matou o policial federal aposentado, Eduardo Batista Júnior, foi levado na tarde de ontem, à redação da Gazeta de Alagoas, no Farol. Acompanhado pelos pais, por familiares e pelo advogado Eduardo Bianchi, J.R.B.S., de 15 anos, estava a caminho da delegacia, mas, segundo o advogado, a delegada do caso Cássia Mabel, teria se recusado a recebê-lo, ontem, e marcado a apresentação para a próxima terça-feira. ?Não foi isso que combinei com a polícia. Fui buscar o menor para ser apresentado hoje [ontem] à tarde. Não tenho onde deixá-lo até a próxima terça. Ele pode ser assassinado, precisa ficar recolhido?, disse Eduardo Bianchi. Só depois de uma interferência do diretor de Polícia Metropolitana, Arnaldo Soares, que teria ligado para a delegada Cássia Mabel, J.R.B.S. foi apresentado e ouvido pela delegada, no final da tarde de ontem, logo depois do depoimento do outro menor, G.S.S.. Vítima é sepultada sob comoção | FÁTIMA ALMEIDA - Repórter Foi sepultado, no fim da tarde de ontem, em Maceió, o corpo do policial federal aposentado Eduardo Batista Ramos. Aos 52 anos, ele foi vítima de assaltantes, na tarde de quinta-feira, no bairro da Jatiúca, numa área que há poucos dias passou a ser coberta pelo Projeto Ronda Cidadã, da Secretaria de Defesa Social. Eduardo Ramos foi atingido à queima-roupa, com tiros disparados de dentro do próprio carro ? um Honda Civic ? pelo adolescente J.R.B.S., de 15 anos. Durante o velório, familiares e amigos, consternados, destacavam as qualidades de Eduardo. ?Era um homem íntegro, de coração limpo, sem maldade, sem malícia e muito tranquilo?, disse o ex-presidente do Sindicato dos Policiais Federais, Jorge Venerando, que era amigo e vizinho da vítima. ?Era muito pacato e não se envolvia com violência. Tanto que, apesar da sua condição de policial, não andava armado?, destacou o delegado federal Joacir Avelino.