Polícia
Medo e terror imperam no Carminha
Dois dias depois do bárbaro assassinato da dona de casa Maria de Lourdes Farias de Melo, de 27 anos, ninguém que não seja morador entra no Conjunto Carminha, na região do Benedito Bentes, sem ser interceptado pelo tráfico. ?É muito perigoso. Basta não ser daqui e os marginais ficam de olho?, disse o cabo Vital, que comandava a viatura da Polícia Militar (PM) durante ronda na comunidade, à equipe da Gazeta de Alagoas que foi, ontem, ouvir moradores sobre a violência de que estão sendo vítimas. Alegando questão de segurança, o militar desaconselhou nossa entrada no conjunto. Diante da insistência, prontificou-se a entrar com nossa reportagem. Os próprios policiais enfrentaram dificuldades para obter informações sobre a localização da casa onde Maria de Lourdes residia. Dois ou três jovens que foram parados na rua pelos militares se recusaram a levá-los à rua onde a dona de casa morava até ser sequestrada e morta, no último domingo (24). Ninguém se atreve a abrir as portas Ainda em maio, uma operação comandada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público, também levou à prisão, pela segunda vez, Adriano Henrique da Silva Santos, apontado como braço direito de Dionísio, e Valdemir Rodrigues da Silva, o ?Branco?, acusados em vários crimes de homicídio. Segundo os policiais, Valdemir costuma esquartejar suas vítimas. Quando foi preso, além de um revólver 38, ele estava com um facão. Mesmo com essas prisões a onda de violência na comunidade não diminuiu. De dentro do sistema prisional, o chefe do bando continuou controlando o tráfico, por meio de parentes, e dando ordens para matar supostos inimigos.