app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5754
Polícia

V�timas da viol�ncia custam R$ 1,3 milh�o

ANA MÁRCIA Os traumas causados por acidentes de trânsito, homicídios ou outras violências são a segunda causa de mortes no Brasil, depois dos problemas cardiovasculares. A morte violenta representa 15,8% dos óbitos no País, segundo dados apresentados pel

Por | Edição do dia 22/09/2002 - Matéria atualizada em 22/09/2002 às 00h00

ANA MÁRCIA Os traumas causados por acidentes de trânsito, homicídios ou outras violências são a segunda causa de mortes no Brasil, depois dos problemas cardiovasculares. A morte violenta representa 15,8% dos óbitos no País, segundo dados apresentados pelo presidente da Sociedade Brasileira de Trauma, em Alagoas (Sbait/AL), médico Mário Jucá. “O trauma é uma pandemia crescente na sociedade moderna. Todos os anos, milhares de pessoas morrem devido a acidentes e à violência interpessoal, com um custo social e financeiro muito alto”, diz Jucá. Na sua opinião, essa “doença” só pode ser combatida e prevenida com estratégias bem definidas, equipes multidisciplinares e conscientização da população, e, sobretudo, envolvendo os componentes que estão interessados no processo. Entre 1 a 44 anos, o trauma é a principal causa de morte, que nos outros grupos só é superado pelas doenças cardíacas e o câncer. Os indicadores de saúde do Ministério da Saúde mostram que o Estado tem um coeficiente de mortalidade por causas externas por 100 mil habitantes, de 61,00, embora dados oficiosos de trabalhos científicos demonstrem que essa estatística é mascarada, sendo mais elevada. “Hoje, esse coeficiente de mortalidade representa 120 habitantes por cada 100 mil habitantes, uma grande preocupação, pois a média para a Região Nordeste é de 47,99, ficando no segundo lugar nesse coeficiente, abaixo apenas de Pernambuco. Mais grave ainda, segundo o presidente da Sbait, são as estatísticas mundiais: para cada vítima fatal por trauma, há três pessoas com seqüelas incapacitantes. Campanhas “Em nível de Alagoas, eu venho há cinco anos chamando a atenção para esse problema de saúde pública, inclusive com a realização de campanhas e a Semana do Trauma, a última foi realizada em novembro, na cidade de Palmeira dos Índios”, ressaltou Jucá, lembrando já ter articulado um grupo de trabalho com os órgãos de segurança e o Corpo de Bombeiros, quem melhor faz o trabalho de resgate a vítimas de acidentes. Ele reclama, porém, da falta de continuidade e de uma abordagem multiprofissional. Oitenta por cento dos pacientes traumatizados multisistêmicos são atendidos na Unidade de Emergência de Maceió, municípios como Arapiraca, Penedo e Palmeira dos Índios ficam com um pequeno percentual, por não estarem preparados para receber a demanda mais grave. “Já discutimos o problema com as secretarias estadual e municipal”, disse Mário Jucá. Ele fez uma proposta ao ministro da Saúde, Barjas Negri, através de um pleito do senador Renan Calheiros, para a construção de Unidade de Traumas em Maceió. “Agora estamos tentando conversar com o secretário da Saúde, Álvaro Machado, porque, como ele mesmo declarou em entrevistas, a área de urgência e emergência é uma prioridade”, comentou, lembrando ainda que a Central de Regulação e Leitos não pode ficar sem funcionar por falta de contratação de motoristas.

Mais matérias
desta edição