Polícia
Defini��o sobre Cavalcante pode sair em 48 horas
Desde que deixou o presídio, após mais de 13 anos de reclusão, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante tenta retomar a rotina de ?homem livre?. Mas, se depender do promotor Cyro Blatter, que não reconhece esse direito à progressão de regime, ele deve retornar ao presídio. Desde a última sexta-feira, quando protocolou um pedido de recolhimento imediato de Cavalcante, ele espera uma decisão da Vara de Execuções Penais. Segundo Blatter, o ex-tenente-coronel não poderia ser beneficiado pela progressão de regime ? que o colocou originalmente no semiaberto ? por ter sido condenado em pelo menos outros dois processos. No recurso que impetrou à Justiça, o promotor tem como referência a condenação a 20 anos de prisão, pela morte de seu ex-caseiro, Cristovão Luiz dos Santos, o ?Tó?. O crime, ocorrido em 1999, foi considerado uma queima de arquivo, já que Tó figurava como principal testemunha das ações da Gangue Fardada ? grupo de militares que agia sob o comando de Cavalcante. A condenação foi prolatada em 2007.