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Nº 5754
Polícia

Acusados de matar Ricardo Lessa s�o julgados

Cinco acusados do assassinato do delegado de polícia Ricardo e do seu motorista, Antenor Carlota, começaram  ontem a ser julgados no 3º Tribunal de Júri da capital. O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, acusado de ser o mandante do crime,

Por | Edição do dia 25/09/2002 - Matéria atualizada em 25/09/2002 às 00h00

Cinco acusados do assassinato do delegado de polícia Ricardo e do seu motorista, Antenor Carlota, começaram  ontem a ser julgados no 3º Tribunal de Júri da capital. O ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, acusado de ser o mandante do crime, teve o seu julgamento adiado para o próximo dia 8, quando sentará sozinho no banco dos réus. Os cinco acusados são os ex-militares Luís da Silva Filho, Edgar Romero Farias e José Carlos de Oliveira, além dos militares Aderildo Mariz Ferreira e Valdomiro dos Santos Barros, que se apresentaram fardados. Já o ex-tenente Silva Filho entrou na salão de júri segurando uma bíblia. Cavalcante chegou a ir ao Fórum participar do julgamento, mas momentos depois chegou às mãos do juiz Paulo Nunes e do promotor Antiógenes Lyra um atestado médico do advogado Givan Lisboa, que estaria com problemas de saúde. Como o atestado médico tem validade de 15 dias, o juiz Paulo Nunes marcou para o próximo dia 8 o julgamento de Cavalcante, que sentará sozinho no banco dos réus, como queria a defesa desde o início do processo. Deficiente físico Como forma de adiar o julgamento, Cavalcante também chegou a pedir que a Justiça solicitasse informações da morte do deficiente físico Joseildo, ocorrida dentro da Unidade de Emergência de Maceió. Esse crime teria sido o motivo do assassinato de Ricardo Lessa, irmão do atual governador de Alagoas, Ronaldo Lessa. Ele e seu motorista, Antenor Carlota, foram assassinados em 1991, no bairro de Bebedouro, e só agora, dez anos depois, os acusados sentam no banco dos réus. Resultado de júri deve ser conhecido amanhã O julgamento dos cinco acusados de serem os autores materiais do crime do delegado Ricardo Lessa e seu motorista pode demorar três dias, sendo concluído só amanhã. A previsão foi feita pelo juiz do 3o Tribunal de Júri, Paulo Nunes. O primeiro dia de sessão foi tomado pela leitura dos processo, que tem nove volumes com cerca de duas mil páginas. Dezenas de pessoas - entre estudantes de Direito, advogados e funcionários do Fórum, acompanharam o primeiro dia de julgamento. Entre os presentes não foi registrada a presença de familiares de Ricardo Lessa. Iniciada por volta das 9 horas, a sessão só foi encerrada no início da noite de ontem. Os trabalhos serão reiniciados hoje pela manhã, quando serão tomados os depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação, conforme solicitaram a defesa e a promotoria. A defesa de todos os acusados vai alegar a tese de negativa de autoria, diante da inexistência de provas nos autos. Nesse processo, atuam os advogados Cláudio Vieira, Francisco Salles e Fragoso Cavalcante, dentre outros. Jurados Como o julgamento pode só terminar amanhã, os sete jurados passaram a noite de ontem num hotel pago pelo Tribunal de Justiça. Eles foram acompanhados pelo juiz Paulo Nunes e mais dois assessores. O magistrado explicou que a medida é necessária para proteger os jurados de qualquer tentativa de coação e ocorre toda vez que um júri popular dura mais de um dia. Segundo Paulo Nunes, os jurados ficaram em quartos separados, para não combinar o resultado do julgamento.

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