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Estado deve regularizar �rea do 6� BPM

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Maragogi ? O diretor de Apoio Logístico da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), coronel Mário da Hora, afirmou ontem que o governo do Estado vai buscar a regularização fundiária da área em que foi construída a sede do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), localizada em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. A Gazeta mostrou, na edição do último domingo, que o prédio foi construído sobre quatro terrenos privados, ainda na década de 1990. Dois supostos proprietários confirmaram que a área teria sido invadida pelo ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, acusado de chefiar a Gangue Fardada. Mário da Hora disse ter solicitado do comando do 6º BPM informações sobre a situação documental dos lotes ocupados. Ele deseja se certificar oficialmente do caso e encaminhá-lo à Procuradoria do Estado, buscando a regularização. A PM em Maragogi já realizou uma pesquisa prévia no Cartório do 1º Ofício de Notas e Registros de Imóveis e mediu toda a área construída do batalhão, responsável pelo policiamento de oito cidades da região Norte de Alagoas. ?Nosso foco é procurar regularizar a situação?, declarou o coronel. Cavalcante segue em liberdade | MARCOS RODRIGUES - Repórter A situação do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, ex-líder da Gangue Fardada, segue indefinida. O recurso impetrado pelo promotor de Justiça Cyro Blatter, pedindo a sua imediata recondução ao presídio, ainda será julgado pelo juiz da 16ª Vara de Execuções Penais, José Braga Neto. Ontem pela manhã, ele revelou à Gazeta, que deveria analisar, ainda na segunda-feira o recurso do Ministério Público Estadual. Diante da fundamentação apresentada por Blatter, o magistrado chegou a admitir que poderia rever a progressão de regime, concedida no final de agosto. Porém, necessitava de análises detalhadas sobre o caso, já que precisam ser considerados cálculos e prazos de reclusão compridos por Cavalcante. Conforme Blatter, na condição de sentenciado, o ex-militar jamais poderia ter sido beneficiado pela lei. Porém, a defesa de Cavalcante também entrou na Justiça com novas alegações a respeito da situação penal do ex-oficial. Segundo o advogado Douglas Bastos, sua representação deve ser considerada quando da análise do recurso do MPE.

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