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Cunhado de Assis teme tamb�m ser executado

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Dioclécio Alves Tavares, 30, cunhado e colega de cela de Francisco de Assis Jacinto e provavelmente testemunha ocular do assassinato do traficante, está sendo mantido em cela de segurança máxima (seguro) porque teme ser a próxima vítima dentro do São Leonardo. Dioclécio será interrogado pelo delegado Manuel Bezerra e pode apontar os nomes dos autores do assassinato. Ontem, muito nervoso e preocupado com sua integridade moral e física, ele disse que se permanecer na cela onde Chico de Assis foi morto em questão de horas terá o mesmo destino. ?Meu cunhado tinha alguns inimigos e eu sempre estive ao lado dele. Por conta do parentesco, estou jurado de morte. E mais, o grupo que matou pode achar que vou denunciar?, ressalta o detento. O diretor da prisão, Francisco Lima, disse que a solicitação de segurança do detento foi atendida de forma imediata porque se trata de mais uma vida em perigo. ?O cidadão já está com sua segurança feita. Não vamos admitir que ninguém se aproxime dele?, garante Francisco Lima, que ontem mais uma vez realizou uma operação pente-fino com o apoio de policiais militares e agentes penitenciários. O detento Francisco de Assis é acusado de participar da execução da professora Carmen Lúcia, no bairro de Ponta da Terra. O crime, segundo relata a polícia, foi para praticar roubos na residência da vítima. Pelo crime ele foi condenado a 16 anos. Sua última prisão pelo envolvimento com drogas aconteceu há um ano quando Assis foi capturado com 16 quilos de maconha escondidos em uma Parati. À época, ele prometeu matar o policial civil Temildo Duarte das Trevas (Peu), que comandou sua prisão no Jacintinho com o apoio de outros policiais.

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