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Quatro s�o presos acusados na morte de agente penitenci�rio

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O agente penitenciário Gilmar Santos, 50 anos, cometeu um deslize fatal para profissionais da área de segurança que moram em áreas dominadas pelo tráfico: chegar em casa fardado ou com viatura oficial. A Polícia Civil informou ontem que Gilmar foi assassinado, no último dia 18, porque uma quadrilha que age nos conjuntos Eustáquio Gomes e Santa Maria (na área da antiga Cidade de Lona) o identificou como agente da lei. Quatro acusados foram detidos ontem, numa operação realizada pelo 10º Distrito Policial (DP), com apoio da Divisão de Investigações e Capturas (Deic). O Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen) foi ao local onde estavam os presos e avisou que eles devem enfrentar problemas dentro do sistema prisional. Questionado se os acusados poderiam ser alvo de vingança pelo assassinato do agente penitenciário, o presidente do Sindapen, Jarbas de Souza, avisou: ?Não é nossa questão incentivar alguma coisa como essa, de vingança, mas também não sou idiota de dizer que esses camaradas vão ter uma vida fácil dentro do presídio?. Gilmar teria sido vítima do tráfico Segundo o delegado do 10º DP, Guilherme Sillero, o agente penitenciário estava se estabelecendo no conjunto Eustáquio Gomes (vizinho ao Santa Maria), há alguns meses. Comprou uma casa, abriu uma loja de material de construção e empregou um dos acusados, o adolescente G.. ?Após um mês na empresa, Gilmar descobriu que G. teria envolvimento com os traficantes e decidiu demiti-lo?, informa o delegado. Depois disso, o adolescente teria informado os demais acusados que o ex-patrão era agente penitenciário. Gilmar Santos lavava o carro, na porta de casa, quando foi executado, na frente de parentes. A polícia confirma que os traficantes ainda expulsaram a família dele de lá. Segundo o delegado Guilherme Sillero, Léo Bracinho também é investigado por outros homicídios, atuando como um pistoleiro a serviço do tráfico.

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