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Diretores do TC s�o presos por desvio de R$ 100 milh�es

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Localizada à beira-mar da Pajuçara, a academia Top teve sua rotina modificada na manhã de ontem. Os trabalhos em um dos ambientes de malhação mais luxuosos de Maceió foram interrompidos com a chegada surpresa de policiais federais, fiscais da Receita Federal e militares da Força Nacional. A operação também chegou a outros alvos chiques, como um haras no município de Atalaia, o palácio-sede do Tribunal de Contas do Estado (TCE), mansões e apartamentos em Maceió e na Barra de Santo Antônio. A chamada Operação Rodoleiro cumpriu doze mandados de busca e apreensão e prendeu três acusados de desviar recursos da folha de pagamentos do TCE: o sócio majoritário da Top, Sérgio Temóteo Gomes de Barros, o diretor de Recursos Humanos do Tribunal, José Pereira Barbosa, e o diretor financeiro, Devis Portela de Melo Filho. O esquema incluía fraudes na restituição do imposto de renda dos servidores do órgão e gerou um prejuízo de, pelo menos, R$ 99 milhões, calculando-se apenas as falcatruas encontradas a partir do ano de 2005. Outras irregularidades são investigadas Os mandados de prisão temporária de cinco dias foram expedidos pelo juiz da 2ª Vara Federal, Sérgio José Wanderley de Mendonça, que também encaminhou um ofício ao TCE requisitando informações sobre todas as fichas cadastrais e financeiras dos servidores do órgão. O Tribunal deve se pronunciar sobre as prisões nesta sexta-feira. A operação apreendeu 102 cavalos, sendo 48 da raça quarto de milha. Como o preço de cada animal pode variar entre R$ 3 mil e R$ 3 milhões, toda esta diferença facilitaria o esquema de lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, a fraude equina traz uma discrepância de 70% a 80% dos valores declarados no imposto de renda para os valores de mercado dos quadrúpedes. A operação foi batizada como ?rodoleiro?, porque se trata de uma praga de carrapatos que ataca os cavalos. ?O rodoleiro provoca a febre maculosa e verificamos que Alagoas está em um estado febril, doente por causa do desvio de recursos públicos?, explicou o superintendente da PF em Alagoas, Amaro Vieira, logo no início da entrevista coletiva, ontem pela manhã. Golpe tinha como alvo a Receita Federal O delegado da Receita Federal em Alagoas, Edmundo Tojal, destacou a qualidade do trabalho conjunto e sigiloso. ?A atuação da Receita refere-se à omissão de informações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de recursos empenhados no pagamento de funcionários públicos. Há informações de retenções que não aconteceram de fato. Só nos anos de 2009 e 2010, a diferença dos valores pagos e informados chegou a R$ 30 milhões. Desde 2005, foram R$ 99 milhões?. Destacando que o valor retido era bem inferior ao que se devia, Tojal completa: ?É preciso que esse dinheiro seja pago, já que ainda é devido?. Para tanto, o superintendente da PF explica que ?há a possibilidade de uma alienação judicial antecipada? dos bens apreendidos, incluindo os cavalos, para ressarcimento do erário. Mesmo apreendidos, os equinos continuaram no haras, mas todos foram identificados e catalogados. Se algum sumir de lá, o dono do local poderá ficar em apuros com a Justiça Federal.

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