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A��o policial por pouco n�o acaba em trag�dia

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Uma operação policial realizada na região do Trapiche, no fim de semana passado, com objetivo de prender uma quadrilha acusada de praticar vários assaltos, resultou na morte de um suposto membro do grupo, identificado como Joab dos Santos Barbosa, e na prisão de outros três, apresentados como Rerivan Lima da Silva, Joatas dos Santos Barbosa e Cleilton Basílio Godoy. Mas por pouco a ação não terminou em tragédia, com a morte de pessoas inocentes, graças à maneira nada tática com que policiais civis do Tático Integrado de Grupamentos de Resgates Especiais (Tigre) abordaram os ocupantes de um veículo que surgiu na rua, no meio da operação. No carro estavam um homem, uma mulher e uma criança de 3 anos. Os relatos são de que os policiais abriram fogo contra o veículo, sem nem verificar quem estava dentro - apesar de não ter havido nenhuma ação dos ocupantes do carro que justificasse a reação da polícia e de o condutor ter colocado as mãos para fora, indicando estar desarmado. Coronel intervém e policiais cessam fogo O coronel Ivon Berto conta que, na noite do episódio, acabava de chegar em frente à casa de um colega de farda ? o sargento Guimarães ?, na Rua São José, por trás do Estádio Rei Pelé, quando percebeu o tiroteio e viu que a viatura do Tigre abordava um veículo preto, o Golf dirigido pelo soldado Alexandre Espíndola. Julgou tratar-se de uma pessoa envolvida em alguma ação criminosa, que a polícia tentava prender. ?Percebi que eles estavam em um momento de confronto com bandidos. Saí do carro e estava indo em apoio aos policiais do Tigre quando ouvi o rapaz gritar de dentro do carro: ?Coronel, eu sou o soldado Espíndola?. Ele me reconheceu e pediu ajuda. Imediatamente, pedi para cessarem o fogo e os policiais civis atenderam. Graças a Deus conseguimos contornar a situação?, conta ele. Naquele momento, diz o coronel Ivon, ele pediu calma por parte da guarnição. Mandou que o soldado saísse do carro e deitasse no chão com as mãos à mostra, no que foi imediatamente atendido. Após ser baleada na perna, vendedora diz estar traumatizada Para a vendedora Danila da Silva Moreira, que foi atingida pelo disparo, o prejuízo maior do que o ferimento na perna, que já está cicatrizando, foi o trauma que ficou, e que ela não sabe quando vai conseguir superar. ?Continuo tomando remédios para diminuir as dores, mas estou muito abalada. Toda vez que falo sobre o assunto, eu choro. Fiquei com muito medo?, diz. Ao relembrar o tiroteio, Danila trata como ?uma benção? o fato de o coronel Ivon Berto ter aparecido na hora. ?Achei que fosse morrer. Achei que ia morrer com meu filho?, afirma, ainda tensa. Danila conta que ia para a casa da irmã, por trás do Ginásio do Sesi, de carona com o amigo, o soldado Alexandre Espíndola, e quando entrou na rua um carro vindo de ré virou a esquina e bateu do lado do passageiro, onde ela estava. ?Foi um acidente de trabalho?, diz delegado Para o delegado Paulo Cerqueira, da Deic ? divisão policial responsável pela operação ?, toda essa situação pode ser encarada como uma ocorrência dentro da normalidade, e o tiro que atingiu Danila ?foi um acidente de trabalho?. Ele explica que em uma operação policial como essa, em que os bandidos perseguidos trocavam tiros com a polícia, tudo acontece em frações de segundos. ?É preciso agir rápido diante de qualquer situação que surge de repente, para evitar que os bandidos escapem; para poder prendê-los?, justifica ele, acrescentando que não dá para saber quem está ali, no meio da perseguição. ?Nesse caso, a pessoa que estava dentro do carro ? o soldado ? foi abordada, ficou com medo de sair e foi confundida com os bandidos. Os policiais atiraram nos dois pneus e uma bala atingiu a perna da moça, que estava no banco de trás?, diz o delegado.

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